Segurança preocupa organização da prova
Itajaí - Uma das maiores preocupações dos organizados da Volvo Ocean Race é com a segurança dos competidores. Com veleiros mais rápidos e tripulações experientes, a corrida se torna extremamente equilibrada e os resultados são praticamente iguais. Prova disso é que a Fórmula 1 dos mares tem cinco dos seis times com chance de conquistar o título da temporada 2011/2012. A comparação com a principal categoria do automobilismo vai também na linha do desenvolvimento de materiais, que visam mais performance e leveza.
Os envolvidos com a competição trocam ideias para achar uma solução para o fato. Desde o início da regata, três veleiros já perderam o mastro. Além disso, todos tiveram alguma avaria no casco ou nas outras velas.
''São barcos que dão a volta ao mundo, mas são frágeis. É preciso optar por velocidade ou segurança para manter a integridade do veleiro. As tripulações são experientes e sabem até onde aguentam. Todos vão puxar 100% da embarcação e isso pode explicar essas quebras, somando também as condições adversas do tempo'', explica Horácio Carabelli, diretor técnico do Telefónica.
Segundo o diretor náutico da Parada de Itajaí, Ricardo Navarro, a Volvo Ocean Race faz uma reavaliação permanente para corrigir as falhas. Na área de meteorologia, por exemplo, há uma base que monitora cada mudança de tempo. ''O clima no mundo está em constante transformação e os projetistas sabem disso''.
O limite não foi alcançado pela Volvo Ocean Race. Hoje, os veleiros estão próximos de ultrapassar 60 quilômetros por hora e sobrevivem a vento contra e ondas batendo. Os barcos são construídos de fibra de carbono, que proporciona leveza e resistência. A mesma tecnologia é usada na aviação civil.
''A regata é de ponta na área tecnológica e, para competir e brigar pelas vitórias, é preciso buscar no mercado o que tem de mais moderno. Por ser uma volta ao mundo, as equipes enfrentam condições adversas da natureza e a mudança climática vem contribuindo para o aumento dos problemas. Toda vez que está na vanguarda, falhas e ajustes ocorrem e são monitorados diariamente'', finaliza Navarro. (G.A.)





