O novo sistema de segurança implantado pela Polícia Militar de São Paulo - que prevê o uso de câmeras para identificar eventuais tumultos nos estádios de futebol - fracassou em seu primeiro teste. No clássico paulista do Campeonato Brasileiro, domingo à tarde, no Pacaembu, entre São Paulo e Palmeiras, torcedores enfrentaram-se com paus, pedras e rojões na Praça Charles Muller em frente do estádio, e as câmeras nada registraram.
No momento do confronto, as câmeras estavam desligadas e o operador já tinha ido embora. As câmeras só captaram imagens dos distúrbios ocorridos dentro do estádio. ‘‘Infelizmente, não foi possível filmar o tumulto, mas estamos trabalhando para melhorar nosso serviço de segurança’’, afirmou o diretor-técnico do Pacaembu, Lourival Pacheco. Nove câmeras foram instaladas na marquise do estádio.
O tumulto começou por volta das 19h15. Policiais do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar precisaram usar até cavalos para controlar a violência dos mais exaltados. A briga foi provocada por torcedores são-paulinos, irritados com a derrota de seu time.
Os ânimos ficaram quentes nos minutos finais de jogo, quando integrantes da torcida organizada Independente, disfarçados no meio do público do tobogã, passaram a discutir com policiais. Após o jogo, na saída dos torcedores, grupos rivais explodiram rojões na direção uns dos outros. Cerca de dez torcedores sofreram ferimentos leves.

mockup