Seguradora cai fora e deixa Fifa na mão
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sexta-feira, 12 de outubro de 2001
Agência Folha<br> De São Paulo 
A Fifa recebeu forte abalo ontem ao ser informada de que a Copa do Mundo de 2002 está, pelo menos temporariamente, sem seguro. É que a empresa Axa, que dirigia consórcio franco-alemão encarregado do seguro do próximo Mundial, decidiu rescindir o contrato com a Fifa. A alegação: os atentados terroristas em Nova York e no Pentágono e o ataque norte-americano ao Afeganistão, que abalaram a ordem mundial.
''O momento hoje é totalmente diferente e não dá para assumir um risco tão grande'', disse Ingo Koch, porta-voz da Axa Colonia, empresa participante do consórcio que atuaria no Mundial.
Para a Fifa, a decisão foi uma surpresa. ''Não esperava que um grupo tão poderoso simplesmente rompesse um contrato sem nos dar qualquer sinal de que o faria'', disse Joseph Blatter, presidente da Fifa, que participou do Congresso Extraordinário do Futebol Europeu realizado em Praga.
O dirigente afirmou que no último dia 2 havia conversado com representantes da Axa e ''estava tudo ok''. ''De repente, mudam de idéia.'' Por intermédio do departamento de comunicação da seguradora, a Axa explicou à Folha de S.Paulo que o montante de seguros envolvido na Copa chega a US$ 1,7 bilhão.


