O médico Abelardo Araújo Moreira disse que sempre houve uma preocupação em trazer jovens jogadores para atuarem na pelada. Não por acaso, alguns dos que fazem parte do atual grupo são filhos dos primeiros membros da pelada. É o caso de Julio César Pereira Grassano Júnior, que aos 16 anos já atua como membro efetivo da pelada. Ele sempre acompanhou seu pai nos jogos na casa de Abelardo.
''Desde os quatro anos vinha assistir a pelada. Com 12 anos entrava algumas vezes para completar um dos times quando faltavam jogadores. Sempre quis jogar aqui'', ressalta Grassano Júnior, que diz ser bastante cobrado pelos mais velhos. ''Eles exigem que eu corra o tempo todo'', complementa o adolescente.
Seu pai, Julio César Pereira Grassano, 50 anos, também começou cedo na ''Pelada do Abelardo''. Amigo de um dos filhos do médico, Julio César costumava jogar no campo antes do início da pelada. ''Ficava assistindo e torcendo para faltar alguém'', conta Grassano, que há 35 anos faz parte do grupo de amigos. Mesmo quando foi estudar em Curitiba e São Paulo, onde se formou em Engenharia Mecânica, ele não perdeu vínculo com o grupo. ''Nas férias eu vinha jogar'', recorda.
Grassano calcula que mais de duas mil peladas já foram disputadas pelo grupo de amigos. ''Esse sempre foi um espaço democrático, onde estão representados credos, partidos políticos e outras preferências de seus membros'', observa. (G.A.)

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