A segunda fase da Copa Sul Brasileira poderá reunir os três clubes de Curitiba - Atlético, Coritiba e Paraná - numa mesma chave, lutando por apenas uma das vagas para a final. O mesmo pode acontecer com os clubes gaúchos, que estariam reunidos na outra chave. Esta possibilidade, bem real, divide as opiniões dos técnicos e jogadores dos times da capital. Para alguns, o confronto dos três já na próxima fase é uma ótima chance de se medir forças em termos do Estado. Para outros, seria mais emocionante para o futebol paranaense se dois times fizessem a final da competição.
O regulamento prevê que na segunda fase serão formados dois grupos. Em um deles, estará o primeiro do grupo A, hoje o Coritiba; o segundo do grupo B, que pode ser o Paraná; e o primeiro do grupo C, que hoje é o Atlético. Coritiba e Atlético dificilmente perderão a condição de líderes dos seus grupos. A indefinição fica por conta do Paraná, que ocupa a terceira posição no grupo B.
Conforme o regulamento, na fase seguinte, os três clubes de cada grupo jogarão entre si em turno e returno e os que somarem mais pontos farão a final, ou seja, dos três de cada chave, só um continua na competição. Nesse caso, a final aconteceria contra um time gaúcho, já que os catarinenses Criciúma e Figueirense estão eliminados e o Avaí tem poucas chances.
Para o volante Reginaldo Vital, do Paraná Clube, seria melhor uma final entre paranaenses. ‘‘Um clássico regional como decisão daria mais motivação aos torcedores’’, diz ele.
Já o seu companheiro de clube, o lateral-esquerdo Dedé, prefere que os times da capital fiquem juntos no mesmo grupo. ‘‘Seria uma ótima forma de se medir as forças entre os clubes de Curitiba e isso também motivaria muito a competição’’.
A possibilidade de uma segunda fase da Copa Sul reunindo o ‘‘trio-de-ferro’’ paranaense parece não ter despertado a velha rivalidade entre atleticanos, coxas e paranistas.
O técnico e supervisor do Atlético, Antônio Clemente, prefere analisar o provável cruzamento sob a ótica econômica. ‘‘Financeiramente seria excelente, pois as rendas dos jogos seriam bem melhores’’.
Do ponto de visa técnico, Clemente diz não escolher adversário. ‘‘Se quisermos passar à terceira fase e chegarmos até a final, não podemos escolher a equipe A, B ou C. Temos é que estar preparados para decidir com quem vier pela frente, seja Coritiba ou Paraná. Se contra os times paranaenses a briga é acirrada, contra o Grêmio ou Internacional a parada também é difícil. Agora, não resta dúvida que a rivalidade, a disputa caseira tem seu valor e motivação’’.
Para o técnico Mauro Fernandes, o Coritiba não pode dosar a motivação conforme o confronto. ‘‘Independente de enfrentar Atlético ou Paraná na próxima fase, temos que estar sempre motivados. Seja num clássico local ou enfrentando as demais equipes que participam da competição’’.

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