São Paulo - O meia Kaká, por enquanto, permanece como jogador do Milan. Seu pai e procurador, Bosco Leite, esteve reunido ontem com Adriano Galliani, vice-presidente do time italiano, e emissários do Sheik Mansur, dono do Manchester City, interessado em seduzir o jogador a trocar a Itália pela Inglaterra, mas não chegou a um acordo.
Atrapalhados por cerca de 300 torcedores do clube rossonero, que foram à sede do Milan protestar mais uma vez contra a possível saída do brasileiro do clube, os envolvidos na negociação conversaram durante horas, mas não chegaram ao acordo que selaria a maior transação da história do futebol mundial, estipulada em cerca de 110 milhões de euros (aproximadamente R$ 338 milhões).
Segundo declarou o técnico do Milan, Carlo Ancelotti, ao jornal La Gazzetta dello Sport, tudo continua na mesma: ''Nenhuma novidade'', resumiu o treinador, que não participou da reunião, mas foi informado do conteúdo discutido no encontro.
A torcida do Milan permaneceu durante todo o dia fazendo plantão em frente à sede do clube com cartazes de apoio à permanência do pentacampeão mundial com a seleção brasileira: ''Não vendam Kaká'' e ''Ricky te amo'' (Ricardo é o primeiro nome do ex-são-paulino) eram algumas das mensagens estampadas nas placas dos torcedores.
O Milan declarou que não impediria a saída de Kaká, mas os torcedores tiveram uma atitude distinta, ao implorar ao jogador para que fique. ''Nossa carta tem uma página, e a escrevemos com o coração para lhe lembrar o que representa para nós e para lhe pedir que fique aqui'', disse Niccolo, um torcedor de 20 anos de idade.
Esta não foi a primeira manifestação da torcida do Milan. Na semana passada, torcedores foram à sede do clube gritar a favor da permanência de Kaká e pichar muros. No sábado, na vitória por 1 a 0 sobre a Fiorentina, em casa, dezenas de cartazes nas arquibancadas pediam a permanência do jogador, que foi muito abraçado pelos companheiros e deixou o estádio chorando.

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