pois há mais conforto. Nos jogos finais da Série B, no ano passado, a média de torcedores ficou em 30 mil pessoas. Além disso, o gramado do Vitorino Gonçalves Dias, que já é de qualidade inferior, está cada dia pior. Nas áreas e na região central do campo o problema é bem mais grave, pois a grama praticamente inexiste. "Por mais água que se jogue ele ainda fica duro", lamentou o diretor. "A bola bate e foge do domínio do jogador." A situação não chega a ser tão crítica, mas também preocupa os times de Curitiba. No Coritiba, a utilização do Estádio Couto Pereira está suspensa nos dias sem jogo. "Nem correr em volta do campo é permitido", diz o administrador do estádio, Brasival Barbosa Campos. O gramado tem recebido diariamente 40 mil litros de água, oriunda de poço artesiano e caminhão-pipa. Como o time jogou em casa no dia 22 e só volta a atuar dia 19, o trabalho de manutenção tem sido eficaz. O Paraná Clube vive três situações diferentes em seus estádios. No Pinheirão, onde tem mandado os jogos, há uma provisão diária de 30 mil litros de água, pois todo o lençol freático da região corre para os tanques próprios. "Toda a água é reutilizada no gramado", diz o administrador João Jorge Sanches. Apesar disso, a grama seca rapidamente, em razão da boa drenagem. No Estádio Erton Coelho de Queirós, utilizado normalmente para treinos, há um poço artesiano que fornece 6 mil litros de água por hora. "Dá para segurar por pelo menos mais dois meses", afirma Sanches. Já o Estádio Durival de Britto e Silva sente mais dificuldades. A irrigação tem sido feita diariamente com o uso de água fornecida por caminhões-pipa. No Atlético, por ter sido plantada grama mais recentemente no Estádio Joaquim Américo e possuir um sistema próprio de irrigação, com poço artesiano, não foi percebido nenhum problema.Por Evandro Fadel Curitiba, 02 (AE) - A prolongada estiagem, que já ultrapassa dois meses no Paraná, levou o Londrina Esporte Clube a enviar um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), informando que será obrigado a continuar utilizando o Estádio Vitorino Gonçalves Dias em seus jogos na Série B do Campeonato Brasileiro. No Estádio do Café, o gramado foi replantado há cerca de 40 dias e, com a falta de chuva, não se desenvolveu conforme o esperado. O diretor-geral do clube, Célio Guergoletto, espera que a chuva chegue até o fim da próxima semana. "Se chover, poderemos começar a usar o estádio do Café em outubro", acredita. Até lá, a administração do estádio continuará usando mangueiras para não perder completamente o serviço de replantio da grama. "É só um paliativo, porque a irrigação é muito fraca", lamentou Guergoletto. Nos jogos realizados no Vitorino, que tem capacidade para 12 mil pessoas, o Londrina tem conseguido levar em média 8 mil torcedores. Guergoletto acredita que, no Estádio do Café, que comporta 45 mil pessoas, mais torcedores iriam prestigiar o time

mockup