Rodrigo Lopes
Equipe da Folha

Curitiba - A dificuldade para encontrar patrocinadores com os cofres abertos para investimentos no esporte não é exclusividade dos clubes de futebol. Com o agravamento da crise econômica mundial, atletas e equipes de diversas modalidades, tanto no Brasil quanto no exterior, vêm sofrendo para captar recursos que financiem suas atividades.
Em território nacional, um dos esportes prejudicados é o vôlei. Durante a disputa da atual Superliga Feminina, quatro jogadoras abandonaram o Medley/Banespa, já que a empresa farmacêutica atrasou as cotas de patrocínio e as atletas não recebiam os salários. Além disso, a Brasil Telecom anunciou que deixará de patrocinar a equipe de Brusque. A companhia telefônica foi vendida recentemente para a Oi, que não renovará o contrato com o time.
No futsal, a falta de patrocínio fez com que a tradicional equipe gaúcha da Ulbra abrisse mão de disputar a recém-iniciada Liga Nacional 2009, competição da qual é tricampeã. E nem mesmo atletas campeões do mundo, como Diego Hypolito, escaparam. Alegando problemas decorrentes da crise econômica, a Golden Cross não renovou o contrato de patrocínio com o ginasta, além de também ter encerrado uma parceria que mantinha com o Comitê Olímpico Brasileiro.
Mas em todo o mundo, a modalidade mais afetada foi o automobilismo. Na Fórmula Indy, há casos de equipes que vão correr apenas algumas provas da temporada. Na Fórmula 1, algumas escuderias vêm encontrando dificuldades para fechar novas parcerias, como é o caso da Brawn GP. A mais nova equipe da F-1, aliás, surgiu justamente em função da crise econômica. Como as montadoras de automóveis foram bastante afetadas, várias delas retiraram suas equipes em diversas categorias. Foi o caso da Honda, cujo espólio resultou na Brawn.
Além disso, Subaru e Suzuki deixaram o Mundial de Rally. E a Kawasaki, que chegou a anunciar sua saída do Mundial de MotoGP, voltou atrás e começa a temporada com apenas um piloto no grid.

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