Seca de organização
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segunda-feira, 04 de fevereiro de 2013
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O torcedor que foi à reabertura do Mineirão, ontem, teve que encarar congestionamento para estacionar o carro, suportar o calor de Belo Horizonte sem água e segurar a fome por conta do não funcionamento da maioria dos bares do segundo estádio inaugurado visando a Copa das Confederações-2013 e a Copa do Mundo-2014.
Do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, o primeiro no ótimo gramado do Gigante da Pampulha, a galera não pôde reclamar (veja na página ao lado), mas a organização passou longe do moderno estádio.
Não adiantou nem seguir o conselho da Minas Arena, administradora do estádio, e chegar cedo. A aglomeração no estacionamento, que abriu com duas horas de atraso, atingiu até o ex-presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, que preferiu chegar ao estádio caminhando, deixando o carro com o motorista para não perder o início do jogo.
Para piorar, as ruas do entorno foram fechadas. Só num raio de 2km do estádio foi possível estacionar. E os flanelinhas, que as autoridades garantiam que seriam proibidos, trabalhavam livremente.
Quem conseguiu superar a barreira do estacionamento, não conseguiu saciar a sede para descansar. Água foi artigo de luxo, que acabou ficando em extinção. Inclusive nos banheiros. Que fase!
A ironia da situação é que a preocupação no dia anterior havia sido com o temporal que caiu na capital mineira e alagou o gramado.
A situação desagradável foi ampliada pelo fato de a maioria dos bares estarem fechados. Para a torcida, só dois de 58 estiveram ativos. Um terceiro esteve aberto, mas ficou exclusivo à imprensa. E a falta d'água também marcou presença.
Segundo o LANCE! apurou, houve um atraso na chegada de tickets para trocar em produtos no abastecimento dos caixas e por isso a operação ficou comprometida. Mas a Minas Arena não deu uma justificativa oficial, até o fechamento desta edição.
Até 17 de junho, dia do confronto entre o Taiti e o campeão africano, pela Copa das Confederações (o primeiro do Mineirão na competição), muita coisa vai ter que mudar.
Acessibilidade: Cadeirantes sofrem
A acessibilidade também foi uma das deficiências no primeiro evento do novo Mineirão. Alguns torcedores cadeirantes tiveram que ver a tarde de domingo ser arruinada, pois não encontraram lugar para ver a partida e voltaram para casa, mesmo com o ingresso na mão.
Outra parcela também teve transtornos para achar seu lugar nas cadeiras numeradas. Com muletas, o atleticano César Melillo demorou a encontrar um funcionário capaz de lhe ajudar. Só portas trancadas.
Houve ainda problemas de invasão de setores por torcedores, que não respeitaram o local destinado ao ingresso comprado,mesmo pagando valor menor.


