São Paulo - Apesar do gol sofrido contra a Seleção Brasileira, o goleiro David Seaman foi recebido com festa ao desembarcar em Londres. Os torcedores ingleses, munidos de bandeiras, receberam com entusiasmo a sua seleção. Para a maioria dos ingleses presentes no aeroporto o segundo gol do Brasil foi mérito de Ronaldinho Gaúcho e não falha de Seaman.
Já o atacante Emile Heskey afirmou que a seleção inglesa demonstrou neste mundial que tem um grande futuro pela frente e tem todas as chances de conquistar a Copa de 2006, na Alemanha. Em entrevista ao site oficial de seu clube, o Liverpool, Heskey diz que os jogadores têm que levantar a cabeça e continuar com o mesmo espírito mostrado na Ásia, aproveitando a experiência adquirida na Copa. ‘‘Jogamos contra algumas das melhores seleções do mundo e mostramos do que somos capazes. Somos um time jovem’’, disse Heskey.
O técnico da seleção inglesa, o sueco Sven-Goran Eriksson, começa a sentir na pele as primeiras críticas pela eliminação inglesa. Em sua coluna no diário ‘‘The Observer’’ o zagueiro Tony Adams, ex-capitão do ‘‘English Team’’, afirmou ontem que Eriksson tem que mudar sua tática e tornar o time mais ofensivo. ‘‘A menos que haja uma mudança, poderemos ver uma geração brilhante passar em branco’’, disse.
Adams lamentou que a equipe tenha sido eliminada sem ter criado nenhuma chance contra uma seleção reduzida a dez homens por mais de meia hora. Ele acredita que o sueco levou a Inglaterra o mais longe que podia com a tática empregada.
Em sua opinião, a defesa estava organizada, e Eriksson compensou bem a ausência de Steven Gerrard no meio-de-campo escalando Nicky Butt ao lado de Paul Scholes. No entanto, ele acha que o time ficou muito dependente do talento e do oportunismo de Michael Owen no ataque.
Já o ex-técnico da seleção, Terry Venables, disse que o fracasso dos ingleses diante de um adversário com um a menos deixou exposta a ingenuidade da equipe. Ele espera que pelo menos a derrota sirva para que Eriksson e os jogadores aprendam com os próprios erros. ‘‘E isso significa não deixar um time respirar como fizemos com o Brasil. Temos que melhorar nosso passe e nossa movimentação e fazer com que nossa vantagem funcione a nosso favor.’’

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