''Se o jogo está ruim, desligo a televisão e vou dormir''
Para De Sordi, o futebol moderno tem muitas faltas e não é mais interessante assim. São-paulino (na infância e adolescência era palmeirense), ele muitas vezes dispensa as transmissões dos jogos do clube do coração para repousar.
Assisto o primeiro tempo, se o jogo tiver muito ruim, não faço questão e vou dormir. Outro fato curioso, é que De Sordi jamais assistiu um jogo das arquibancadas do Morumbi. As vezes visito o São Paulo, mas não para assistir jogos, conta o ex-jogador.
Nesta Copa do Mundo, ele admite que assistiu apenas os jogos das 8h30. No estádio, ele foi apenas em um jogo em mais de duas décadas. A partida foi há dois meses, entre União Bandeirante e Rio Branco, de Paranaguá, no Estádio Comendador Luiz Meneghel, pelo Campeonato Paranaense. Só fui porque o Serafim (Meneghel) me pediu para dar uma força porque o União estava sem treinador, recorda.
É assim que De Sordi explica sua aversão em sentar nas arquibancadas. Hoje em dia tem muita baderna no campo. Muita anarquia. Eu não gosto disso.
Embora acredite que a seleção brasileira seja campeã mundial na Ásia (Se passarmos pela Inglaterra é quase certo que chegaremos lá), ele não mostra entusiasmo pelas estrelas do time de Luiz Felipe Scolari. Suas preferências são, no mínimo, originais. Citou o meia-ofensivo Juninho Paulista, um dos jogadores mais criticados nos primeiros jogos da Copa, e o zagueiro Edmílson. Sobre Cafu, ele foi comedido. Disse apenas que o seu sucessor está bem. Nenhuma referência a Rivaldo e aos dois Ronaldos.
De Sordi não tem flâmulas, camisas, fotos de sua época de jogador. Emprestei muita coisa que não foi devolvida, dei outras para familiares. Doei alguns objetos para leilões. Não tenho nada aqui em casa, explica o ex-craque, sem lamentar muito. Bola, também não tem na casa da fazenda. Sua última participação em pelada foi a mais de duas décadas. (L.F.M.)





