Buenos Aires - No aniversário de 30 anos do gol feito com a "mão de deus" contra a Inglaterra, como ficou popularmente conhecido o lance que deu a vitória à Argentina nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, o canal argentino C5N convidou Diego Maradona a um programa especial na noite de quarta-feira. Durante a entrevista, o fantasma do jejum de 23 anos sem títulos da seleção principal do país retornou.
Perguntado sobre as chances de a seleção do técnico Tata Martino levantar a taça da Copa América Centenário, neste domingo, na final contra o Chile, nos Estados Unidos, o ex-jogador foi incisivo: "Claro que vamos ganhar domingo. E, se não ganharmos, que os jogadores nem voltem (ao país)".
A conversa aconteceu um dia depois da goleada da Argentina por 4 a 0 sobre os Estados Unidos, nas semifinais, e horas antes de a seleção chilena superar a Colômbia por 2 a 0 e também assegurar classificação para a decisão.
O último título da seleção principal argentina foi a Copa América de 1993, no Equador, que confirmou o bicampeonato continental, após a taça obtida em 1991, no Chile. Desde então, a equipe nacional disputou 15 torneios oficiais, com sete Copas América (em 1995, 1997, 1999, 2004, 2007, 2011 e 2015), seis Copas do Mundo (em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014) e duas Copas das Confederações (1995 e 2005).
Destas competições, foi vice-campeã em seis delas, sendo derrotada pelo Brasil em três oportunidades (Copas América de 2004 e 2007 e Copa das Confederações de 2005). No mesmo período, no entanto, conquistou três das quatro medalhas olímpicas de sua história, com os ouros em Pequim-2008 e Londres-2012 e a prata em Atlanta-1996.

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