São Paulo - A grande superioridade da Ferrari em relação a seus adversários, este ano, pode ter um desfecho chocante para os amantes do automobilismo: o fim da sua extraordinária trajetória de mais de 50 anos na Fórmula 1. A ameaça de se retirar da competição foi feita ontem pelo presidente da empresa, Luca di Montezemolo, se a proposta de Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, for aprovada pela Comissão de F-1 dia 28, em Londres.
''Não vai valer a pena seguir investindo na F-1 já que não seria a mesma caso as medidas sejam aceitas'', disse Montezemolo. A FIA propôs a introdução de lastro nos carros, dentre outras alterações importantes nos regulamentos técnico e esportivo. A cada ponto conquistado o piloto receberia um disco metálico de 1 quilo no carro.
As declarações de Montezemolo foram feitas ontem em Turim, onde esteve como convidado na inauguração de um centro tecnológico. ''As propostas apresentadas são dementes, agridem a imagem da F-1.''
Mas Montezemolo pode estar enganado. Patrick Head, diretor-técnico da Williams, que havia em princípio se mostrado frontalmente contra a idéia do lastro, já mudou o discurso: ''Não apreciamos a idéia, porém podemos conviver com ela.''

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