'Se fraude for comprovada, saímos no prejuízo', diz presidente da FEL
Em entrevista à FOLHA, Madureira afirmou que Fundação de Esportes pode colaborar com investigações sobre suspeita de irregularidades em borderô de partida vendida para Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Em entrevista à FOLHA, Madureira afirmou que Fundação de Esportes pode colaborar com investigações sobre suspeita de irregularidades em borderô de partida vendida para Londrina
Rafael Machado - Grupo Folha 

O presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Fernando Madureira, declarou nesta segunda-feira (27) que a entidade "está de portas abertas para fornecer informações" à Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga a suspeita de fraudes em borderôs de partidas compradas pelo ex-jogador Roniélton Pereira Santos, mais conhecido como Roni. O inquérito apura as circunstâncias da aquisição de jogo realizado no Estádio do Café, além de outros pelo Brasil.
No confronto, conforme o borderô disponível no site oficial da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o público foi de 19.316 pessoas e renda de mais de R$ 897 mil. "Temos um conselho na FEL que define os preços de aluguel por jogo no estádio. Para o Londrina é R$ 4 mil. Pra quem é de fora, a taxa é R$ 25 mil. O interessado paga esse valor, apresenta os documentos necessários e liberamos o espaço. Além disso, o negociante precisa recolher o ISS (Imposto Sobre Serviços). Se tudo for pago, ele usa da forma que quiser", explicou Madureira.
E é justamente no pagamento desse imposto que recai a principal denúncia contra Roni: a de sonegação. Para o presidente da FEL, não é possível afirmar se o Município foi lesado porque as investigações ainda estão em andamento. "Se ele me falasse de colocar 20 mil no Café e na realidade fossem 25 mil, é óbvio que a prefeitura saiu perdendo. Se a fraude for comprovada, infelizmente saímos no prejuízo", disse.
Madureira citou que a Roni7 também alugou o Café para a partida entre São Paulo e Madureira pela Copa do Brasil de 2018. Na época, a equipe paulista venceu por 1 a 0. "Desde que estou à frente da FEL, nunca vi a cara dele (Roni) nas negociações. Ele sempre mandava um tal de Robson para alugar o estádio. Não foi a primeira vez que tivemos problema com essa empresa. Em 2015, ela estava com uma dívida grande de ISS. Pressionamos e o pagamento foi efetivado. Isso foi descoberto antes de Ferroviário x Corinthians. Só liberamos depois que tudo foi regularizado. Vamos fornecer tudo o que a polícia precisar", adiantou.
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No último sábado (25), o empresário foi preso no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, antes da partida entre Palmeiras e Botafogo, e foi solto na noite deste domingo (26) pela Justiça do DF. Em 2018 e 2019, a empresa Roni7, que pertence ao suspeito, trouxe os duelos entre Ferroviário-CE e Corinthians, no dia 7 de fevereiro pela Copa do Brasil, e Palmeiras e Paraná em novembro do ano passado pela 35ª rodada do Brasileirão.
Leia nota oficial divulgada pelo ex-jogador
“Venho por meio desta nota oficial manifestar minha total tranquilidade em relação às notícias dos últimos dias. Em toda a minha vida (profissional e pessoal), sempre pautei minhas ações com base na ética e na correção de caráter.
Não tenho dúvidas de que todos as medidas necessárias serão tomadas para que a compreensão dos fatos seja feita de maneira íntegra e nítida.
Nunca precisei agir de maneira desonesta em minha vida profissional. Meus êxitos do passado e presente são resultados de uma postura idônea e coerente com a minha linha de pensamento.
Agradeço imensamente as manifestações de apoio e suporte que recebi após o ocorrido. Tenho certeza de que essas pessoas conhecem minha índole e se manifestaram porque acreditam no meu caráter.
Fico à disposição para esclarecimentos outros que se fizerem necessários. Confio na Justiça do meu País.
Sem mais,
Roni Pereira Santos”


