São Paulo - O procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antônio Carlos Meccia, afirmou ontem que vai requisitar as emissoras o áudio com as declarações do treinador do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, que colocou em dúvida a credibilidade do Paulista após a queda do Alviverde para o rival Corinthians - derrota nos pênaltis por 6 a 5, após empate no tempo normal por 1 a 1, domingo.
''Ainda não tomei conhecimento das declarações, já que estou viajando. Vamos apurar, ver os vídeos e tomar uma medida'', disse Meccia por telefone. O procurador está nos EUA e retorna ao país no dia 11 de maio.
No domingo, após a eliminação do Palmeiras no Campeonato Paulista, Scolari fez duras críticas à arbitragem de Paulo César de Oliveira e à competição. ''A credibilidade do campeonato está em jogo desde o sorteio (do árbitro). É natural. Premeditado. Ele (Paulo César de Oliveira) tem um dossiê de 26 jogos. Todo mundo sabe. Tem duas solicitações. Uma para a CBF e uma para a Federação Paulista de Futebol para não colocar o árbitro'', declarou o treinador, revelando que o clube foi impedido de jogar a semifinal no Morumbi por ''ordens superiores''.
As reclamações de Scolari contra a arbitragem começaram logo no início do jogo. Após bater boca com Tite, o técnico palmeirense fez um gesto de roubo. Com isso, o árbitro Paulo César de Oliveira expulsou o treinador.
Na súmula, o árbitro relatou que ''aos 35 minutos, fui informado pelo quarto árbitro (Welton Orlando Wohnrath) que o treinador da equipe S.E. Palmeiras, Sr Luiz Felipe Scolari, após a marcação de uma falta contra sua equipe, fez um gesto insinuando ''roubo''. Informo ainda que o mesmo já havia sido advertido verbalmente por ter adentrado no campo de jogo''.

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