Scolari teme que
alviverde repita
o Cruzeiro em 98
Os jogadores do Palmeiras estão no limite. Quem garante isso é o próprio técnico Luiz Felipe Scolari. A boa campanha que a equipe faz nas três competições que disputa (é finalista da Libertadores e está nas semifinais do Paulistão e da Copa do Brasil) dá a motivação que serve de combustível para os atletas superarem o cansaço. Mas Scolari teme que o Palmeiras possa ser arrasado por um ‘‘efeito cascata’’ e acabar sem nenhum dos títulos.
Foi o que aconteceu com o Cruzeiro no ano passado. O time mineiro já tinha perdido a final da Copa do Brasil no meio do ano e, em dezembro, chegou simultaneamente às finais do Brasileiro e da Copa Mercosul. Os jogadores não suportaram o desgaste e o Cruzeiro perdeu as duas competições.
‘‘Nossos jogadores estão por aqui’’, diz Scolari colocando o dedo atravessado na garganta. ‘‘Estamos em situação parecida com a do Cruzeiro; as vitórias que estamos conseguindo é que mantêm o ânimo dos jogadores e a superação dos limites de cada um’’, acrescenta o treinador. ‘‘Se não formos campeões, para o torcedor não vai ter adiantado nada todo este sacrifício.’’
O próprio treinador está entre o céu e o inferno. Seu contrato com o Palmeiras terminou ontem. O acordo prevê uma prorrogação automática até o término das competições vigentes. ‘‘Se ganharmos a Libertadores, é a diretoria que vai ter de dizer se quer que eu continue para depois eu analisar se fico ou não.’’

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