Scolari promete nova Seleção contra Peru
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Agência Estado De Medellín 
Embora procure demonstrar tranquilidade, o técnico Luiz Felipe Scolari está começando a ficar desesperado. Ainda corre atrás de uma solução para os inúmeros problemas. Como fazer o Brasil vencer? Usar o tradicional esquema 4-4-2, o 3-5-2, dar balão para a área e esperar a bola entrar ou reconhecer que o time tetracampeão do mundo não é mais o melhor?
Já se tentou de tudo nos últimos meses na seleção brasileira e nada deu certo. Neste ano, a campanha é uma das piores da história. A equipe tem apenas 30% de aproveitamento, mesmo tendo enfrentado adversários de nível baixo, como Equador, Peru, Canadá, Japão, México e Austrália.
Como vem se tornando rotina, a solução, mais uma vez, será fazer mudanças. E elas deverão ser radicais. Desta vez, no entanto, precisam dar resultado. Caso contrário, o até então favorito Brasil pode dar adeus à Copa América já no domingo, o que seria uma catástrofe para a própria competição. Um tropeço contra o Peru, às 18 horas (de Brasília), deverá ser fatal.
Não sei se estamos nivelados por baixo; se considerarem que fazer uma partida equilibrada contra o México é se nivelar por baixo, então estamos, mas eu acho que eles jogaram bem. Os mexicanos estão, contudo, na penúltima colocação da zona da Concacaf nas eliminatórias para a Copa do Mundo, atrás de times como a Costa Rica e Jamaica. Se mantiveram a atual colocação, estariam fora do Mundial.
As alterações para o jogo com o Peru vão desde a defesa até o ataque. O lateral-direito Belletti, que chegou nesta sexta-feira a Cali, tem boas chances de entrar no lugar de Alessandro. O lateral-esquerdo Júnior, ex-Palmeiras, deve ganhar uma vaga no time. Roger pode ser deslocado para a zaga e, nesse caso, o Brasil atuaria com o esquema 3-5-2. O volante Rochemback está com a corda no pescoço. Foi muito mal diante do México. No ataque Denílson iniciar a partida.


