Scolari pede paciência e ajuda à torcida
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Rodrigo Sais<br> De Curitiba 
Para o técnico Luiz Felipe Scolari, se a seleção está ruim da cabeça, fica doente do pé. A preparação psicológica deu o tom na semana de treinamentos no CT do Atlético, que foi marcada por muita conversa entre os jogadores, apresentação de filmes, e até mesmo uma palestra para dar mais confiança ao grupo.
O antropólogo José Luís Marins falou durante duas horas aos jogadores na noite de quinta-feira. Segundo Scolari, o tópico principal da dissertação foi a importância da seleção para o povo brasileiro. ''Queremos mostrar que mais do que jogadores, quem está na seleção tem uma responsabilidade grande com a nação'', resume Scolari.
Durante a entrevista coletiva após o treino de ontem no estádio Couto Pereira, o treinador aproveitou para pedir mais uma vez o apoio da torcida. ''Sabemos que o público de Curitiba é muito exigente, mas se não tivermos o apoio da torcida enfrentaremos mais dificuldades do que as que já esperamos'', afirmou Scolari, que enfatizou que a seleção tem que fazer por merecer o incentivo. ''Desde o começo do jogo temos que buscar o gol, marcar firme e mostrar que estamos dispostos a conquistar a vitória.
Uma das preocupações de Scolari é que as vaias comecem a surgir caso o gol brasileiro não saia durante os primeiros minutos da partida. O técnico prevê um Chile recuado, e pediu tranquilidade aos jogadores. ''Vai ser o jogo da paciência. Tanto para os jogadores como os torcedores vão ter que ter calma, pois podemos demorar para construir o resultado'', comentou.


