O jogo entre Palmeiras e Cruzeiro tornou-se um ‘‘clich꒒ do futebol brasileiro nos últimos anos. As duas equipes se enfrentarão hoje, às 19h30, no Palestra Itália, pela 8ª vez numa fase decisiva de um campeonato desde 1996. O time paulista leva a vantagem de ter vencido 5 duelos contra dois dos rivais. ‘‘São dois clubes organizados e, por isso, chegam sempre à fases decisivas dos torneios’’, avaliou o lateral-direito Arce.
Ao contrário dos últimos anos, no entanto, os dois times vão jogar em situação delicada e têm a ‘‘obrigação de ganhar’’. Os torcedores de ambos estão insatisfeitos. O Palmeiras fez campanha ruim no Campeonato Paulista e foi eliminado. Já havia falhado também no Rio-São Paulo. O Cruzeiro, de maneira inesperada, não conseguiu passar pela Caldense no fim de semana e acabou sendo desclassificado do Mineiro.
O técnico Luiz Felipe Scolari ameaça até deixar o comando do Cruzeiro caso sua equipe não passe para as semifinais da Libertadores da América.
O Palmeiras deverá entrar em campo com todos os titulares. O meia Alex continua sentindo dores no tornozelo direito, mas treinou normalmente nesta terça-feira e tem boas chances de jogar. ‘‘Tenho uma expectativa positiva, mas vamos ver antes do jogo como ele estarᒒ, afirmou o técnico Celso Roth, que também depende de um bom resultado para ter tranquilidade no comando da equipe.
No último confronto entre os dois, o Palmeiras se deu melhor. Derrotou o Cruzeiro nas quartas-de-final da Mercosul de 2000, quando o técnico adversário já era Scolari.
O torcedor ainda pode comprar ingresso hoje, a partir das 9 horas, no Palestra Itália.
Há dez meses em Minas Gerais, Scolari afirmou que pode abandonar o comando do Cruzeiro caso o time não consiga passar pelo Palmeiras e seguir vivo na Taça Libertadores.
A ameaça foi motivada pelo fraco desempenho que o Cruzeiro teve no Campeonato Mineiro – empatou no último domingo em 1 a 1 contra a Caldense e deu adeus à competição, que terá em sua final Atlético contra América.
‘‘Eu vivo de vitórias, os jogadores vivem de vitórias. Jogador perdedor, técnico perdedor, ninguém quer. Não é um tipo de contrato ou um pedaço de papel que vai fazer um time ser vencedor ou vai segurar você o resto da vida’’, afirmou.

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