Scolari não dá moleza nem para os 'consagrados'
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sábado, 23 de junho de 2001
Agência EstadoDe Teresópolis 
Luiz Felipe Scolari é muito exigente e gosta de trabalhar até a exaustão. Conhece bastante seu ofício e faz o que pode para conquistar a simpatia dos jogadores da seleção. De vez em quando, na Granja Comary, telefona para o quarto de alguns deles para bater papo. Em campo, não dá vida boa nem aos mais acostumados a regalias, como o atacante Romário. No treino de sexta-feira, provocou o artilheiro do Vasco, que deixava o campo com a camisa ensopada de suor. Tô te dando moleza, hem, Baixinho?
Aos poucos, Scolari fortalece a relação com os 22 convocados para a partida contra o Uruguai, no dia 1º. Conta, para isso, com a ajuda de alguns velhos conhecidos, como o meia Alex, com quem trabalhou três anos no Palmeiras. Essas características de Felipão dão margem a comparações com seus antecessores na seleção brasileira, desde Carlos Alberto Parreira a Emerson Leão, passando por Zagallo e Wanderley Luxemburgo.
Alex explica a diferença de estilo entre os dois técnicos que o chamaram para a seleção - o outro foi Luxemburgo. O Wanderley tem um jeito mais carioca de ser e o Felipão é o típico gauchão do interior, bonachão. O lateral Roberto Carlos prefere não mencionar os outros, mas destaca uma qualidade de Scolari. É um cara sincero, que olha nos olhos da gente.


