Belo Horizonte - O Brasil sofreu, nesta terça-feira, a maior derrota da sua história, não só no placar (o mais elástico em quase 100 anos de seleção), mas também em repercussão. Ao mesmo tempo, a Alemanha teve uma das maiores atuações da história do futebol, em uma vitória maiúscula, dentro do País do Futebol, em uma semifinal de Copa do Mundo, por 7 a 1.
Por isso, na entrevista coletiva pós-jogo no Mineirão, o técnico Luiz Felipe Scolari exaltou o futebol do alemães. "A equipe da Alemanha foi maravilhosa. (Um placar como esse) não vai acontecer nunca mais com a Alemanha e nem para nós. A Alemanha impôs um ritmo maravilhoso. Era o dia em que tudo o que a Alemanha fazia dava certo. Fizeram o melhor jogo do Mundial e nós fizemos o pior jogo do Mundial", comentou Felipão. "Perdemos um jogo para uma grande seleção. Foram cinco bolas e cinco gols. Foi pela qualidade e nós respeitamos isso", assegurou.
O treinador foi questionado sobre a influência da ausência de Neymar na partida que colocou a Alemanha na final da Copa e relegou o Brasil à decisão do terceiro lugar. De acordo com Felipão, porém, o melhor jogador da seleção não poderia fazer nada para evitar o vexame. "Poderiam fazer (os 7 a 1) com o Neymar também. O Neymar é um atacante e não poderia evitar os gols. Não vamos arranjar uma desculpa", pediu.
Felipão também descartou a hipótese de que a grande pressão sobre os atletas da seleção tenha feito mal a eles. "Os jogadores sabiam desde o início que nossa obrigação era sermos campeões. Não é pressão nenhuma sobre eles. Não tem arrependimento e não tem porque cobrar alguma coisa diferente deles. Hoje (terça) deu errado em 10 minutos de jogo". (A.E.)

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