Apesar de protestos de torcedores brasileiros e colombianos no último jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari vai insistir com o ‘‘futebol de resultados’’ contra o Paraguai. Para enfrentar os paraguaios, próximos adversários da equipe nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, Scolari vai manter a formação mais defensiva – com três zagueiros, cinco jogadores no meio-campo, sendo apenas um de criação, e dois atacantes – que começou a partida contra o Peru.
As únicas dúvidas são o zagueiro Roque Júnior, que sentiu uma lesão crônica no púbis, e o volante Eduardo Costa, com dores musculares. Caso não possam atuar, devem ser substituídos por Luisão e Fábio Rochemback.
Como no último jogo, Scolari também considera o empate esta noite um bom resultado e pediu para os jogadores darem chutões para garantir o resultado. ‘‘O 0 a 0 tá bom, para mim vale 25 pontos, pois nos classifica. Quem não gostar, que continue metendo o pau’’, disse o técnico.
No domingo, mesmo sem jogar bem, o Brasil venceu o Peru por 2 a 0. Apesar de o técnico da Seleção insistir em manter o time, o ‘‘futebol de resultados’’ não está agradando. Naquela partida, sem ainda ter vencido pela Seleção, Scolari decidiu contrariar o ‘‘estilo brasileiro’’ de jogar para quebrar o jejum. O pedido do treinador foi seguido à risca pelos jogadores durante quase todo o jogo. Logo após abrir o marcador, aos 10 minutos, a equipe brasileira recuou demais e se limitou a defender, o que provocou a ira da torcida local.
O time só contagiou os colombianos nos minutos finais, quando Scolari decidiu abrir mão do ‘‘futebol de várzea’’ após o Peru perder um jogador por expulsão. Ele escalou o meia Juninho, do Vasco, e o atacante Denílson, do Betis. Habilidosos, os jogadores deram mais criatividade ao time e desperdiçaram várias chances.
O dilema entre o ‘‘futebol de resultados’’ pedido por Scolari e o ‘‘estilo brasileiro’’ de jogar está dividindo até os jogadores.

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