São Paulo - Ao falar sobre os seus planos para a seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari repetiu o discurso de sua apresentação oficial como técnico, na semana passada, quando disse que o Brasil atuará na condição de favorito ao título na Copa de 2014, embora hoje não seja o principal candidato a ficar com a taça. E o técnico garantiu não estar preocupado com o fato de hoje a principal referência da seleção ser Neymar, um jovem de apenas 20 anos.
''Um dos grandes ídolos da seleção foi o Ronaldo, que brilhou com 19, 20 anos. O Pelé, quando foi, tinha 17 - não era ídolo na época, mas se tornou dentro do Mundial (de 1958). Enfim, isso não é problema. Claro que é preciso ter muita personalidade, ser muito centrado. Além do mais, o jovem pode ser ídolo da parte técnica, mas não significa que tenha que ter um comando dentro do grupo. Aí é que precisa ter um entendimento bom entre comissão técnica e jogadores para que todos compreendam a situação. Mas não vejo como nada ruim o fato de, com 20, 21 anos, o jogador ser nosso grande ídolo'', analisou Felipão, lembrando que irá apostar em uma mescla entre experiência e juventude para formar o grupo da seleção, cuja base montada por Mano Menezes era composta, em sua grande maioria, por atletas muito jovens.
''Acho que ainda há bons jogadores que poderão, na medida em que mostrarem condições, serem convocados. Gente que já tem uma bagagem, uma experiência um pouco maior do que jogadores que nós temos hoje jogando pela seleção. Agora, essa mescla não passa por um número idealizado - é um, são dois, cinco ou dez. Não. Se houver um ou outro atleta que eu ache que pode ajudar a seleção também com um pouco de sua experiência, provavelmente eu vou convocar, para que a gente tenha uma seleção um pouco mais mesclada, não só de jovens'', avisou. (A.E.)

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