‘‘Tenho um lastro de credibilidade com os jogadores. Eles sabem que nessas horas de decisão é melhor me obedecer.’’ Com cinco títulos de ‘‘copa’’ no currículo, o técnico palmeirense Luiz Felipe Scolari define assim a sua posição diante de seus comandados quando chega a uma disputa em fase eliminatória, como as quartas-de-final da Libertadores.
‘‘Eles (os jogadores) precisam estar tranquilos, pois possuem todas as condições de vencer. É isso que eu falei’’, disse. Em sua carreira, Scolari ganhou três Copas do Brasil (Criciúma, Grêmio e Palmeiras), uma Libertadores (Grêmio) e uma Mercosul (Palmeiras).
Uma prova de obediência foi dada ontem pelos jogadores, que adotaram a ‘‘lei do silêncio’’ imposta por Scolari até o final do jogo de hoje. Nenhum deles falou. Apenas Scolari se encarregou de falar com a imprensa no estádio municipal de Barueri, cidade da Grande São Paulo onde o time está concentrado.
‘‘Eu sou o comando, eu defino. Jogador não tem que falar nada. Só não peço para a diretoria ficar calada, pois obedeço a hierarquia do clube’’, disse Scolari.
O técnico assumiu ontem o rótulo de ‘‘sargentão’’. Também mostrou truculência para comentar o rival de hoje, o Corinthians. ‘‘Eu não vivo o Corinthians. Eu não falo sobre eles.’’ Scolari também não quis apontar o favorito no jogo.
Ele negou que o Palmeiras leve vantagem sobre o Corinthians, que vive há duas semanas um clima de instabilidade, que começou com a demissão do técnico Evaristo de Macedo e do diretor de futebol Luiz Henrique de Menezes. Ontem, o goleiro Nei foi afastado da equipe. ‘‘Jogo de futebol não se ganha só com organização. Tem uma bola bem redondinha, que, se não entra, acaba com todo o planejamento’’, disse o treinador palmeirense.

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