Scolari 'explode' durante coletivo
Assim não é possível. Ninguém aproxima, ninguém passa, ninguém marca. Se jogar contra a Turquia assim não vai dar. Luiz Felipe Scolari, o técnico da seleção brasileira, teve dúvidas, preocupações e nervos à flor da pele nas horas que antecederam a semifinal da Copa do Mundo.
Toca a bola. Tem 12 no meio da área. Não junta. O azul (time titular) não consegue trocar três passes. Cada um por si não vai dar, afirmou no treino de ontem, o último antes do jogo que pode mandar o time para Yokohama (final, no Japão) ou para Daegu (decisão do terceiro lugar, na Coréia do Sul).
Sem Ronaldinho Gaúcho, suspenso, ele falou em Kaká, testou Juninho, cobrou de Denílson e tende agora a aproveitar Edílson. Ficou horas quebrando a cabeça também por causa do atacante Ronaldo, liberado apenas ontem para jogar o atacante da Inter de Milão sentia dores musculares.
Nos treinos, além de alterar as formações da seleção, tem gritado com os atletas, exigido mais empenho, ido quase à loucura. Marcação pressão. O amarelo (time reserva) não pode jogar nesses oito minutos. Um minuto passa, e o time amarelo marca um gol. Tinha quatro caras na área. E deixaram o Kaká cabecear. Um minuto de linha de quatro e tomam o gol, revolta-se Scolari.
Repetindo o jogo contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final, o treinador só divulgará a escalação poucos momentos antes da partida. Ontem, evitou a imprensa. Apenas poucos jornalistas conseguiram ouvit o técnico. Não tem time definido ainda. Dependo do médico. Vamos ver quem vai jogar. Com o Ronaldo é uma coisa. Sem ele é outra, disse o técnico, que nunca repetiu a mesma formação no Mundial.
O posicionamento que exigiu de Denílson em sua pequena chance como titular em treino mostra bem como está Luiz Felipe Scolari. Vai lá na frente. É marcação por pressão. Não te botei para jogar na defesa. Depois: Volta Denílson. Não pode ficar três em linha na marcação por pressão. Pega a segunda bola.





