Classificado para a fase semifinal da Copa João Havelange, o técnico do Cruzeiro, Luiz Felipe Scolari, tenta exorcizar os comentários de que o time mineiro é o favorito para vencer a competição. Scolari vê o Cruzeiro com chances iguais às dos concorrentes que sobreviverão às quartas-de-final. O time vai pegar agora Vasco ou Paraná.
Após a partida contra o Internacional, no sábado, quando venceu por 3 a 2, em um jogo ‘‘emocionante e empolgante’’, conforme definiram os jogadores e comissão técnica do time mineiro, o técnico do Cruzeiro se reconciliou com a torcida e pediu que ela compreenda que o time não é o que o muitos pensam.
‘‘A equipe não tem toda a qualidade que ela (a torcida) pensa que tem. É um time que veste com amor e carinho a camisa. É um grupo pequeno e com dificuldades para prosseguir no campeonato’’, disse.
Scolari também mandou recados, sem identificar os destinatários, para que deixem de falar que o Cruzeiro é o favorito. ‘‘Não existe favorito. É preciso parar com essa bobagem, com a puxação de saco e rasgação de seda na TV.’’ A raça e a vontade demonstradas pelos jogadores na partida de ontem, no entanto, levou Scolari a admitir que o time está se identificando com o trabalho que tenta realizar nos clubes que dirige.
‘‘O trabalho não aparece logo quando você chega a uma equipe. Aos poucos, vamos tendo a identificação. Essa união vai fazer com que o Cruzeiro dê mais um passo’’, disse Scolari, que chegou ao time mineiro há cinco meses e tem mais dois anos e dois meses de contrato.
Foi a garra o principal trunfo cruzeirense para bater o Internacional, segundo o treinador. ‘‘Foi com vontade de jogar que viramos o jogo’’, disse.

mockup