Scolari esconde escalação do Brasil
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terça-feira, 05 de março de 2002
Wagner Vilaron<br>Agência Estado 
Cuiabá - O técnico Luiz Felipe Scolari não se cansa de dizer que, em sua cabeça, tanto o ataque da Seleção Brasileira que enfrenta a Islândia amanhã, às 22h45, em Cuiabá, como aquele que estará na Copa do Mundo da Coréia e do Japão já estão definidos. Se isso for verdade, tudo o que ele tem feito até aqui, durante a passagem da delegação pela capital mato-grossense, é se esforçar para esconder isso da imprensa e dos torcedores que, diariamente, acompanham os treinamentos.
No primeiro dia de atividades, ele insinuou a escalação do trio formado pelo meia Kaká, que está praticamente assegurado na equipe titular, e Washington e França no ataque. Essa deve mesmo ser a formação titular diante dos islandeses. No entanto, o treinador fez questão de colocar no campo outras alternativas no treino de ontem, vencido pelos titulares por 3 a 0, gols de Kaká, Edílson e Alex. Ele chegou a tirar Kaká e Washington e, em seus lugares, escalou Marques e Edílson.
O indício de que Scolari já definiu o time e está somente testando novas formações fica evidente nas declarações dos atletas. O atacante ponte-pretano, por exemplo, já falava como dono da vaga. Fico feliz por essa oportunidade (começar como titular), disse. O negócio agora é aproveitar da melhor forma possível para continuar sendo lembrado por ele (Scolari). Com relação ao resto da equipe, o técnico brasileiro já havia dito que, do ataque para trás, tudo já estava definido. O time deve ser Marcos; Juan, Cris e Anderson Polga; Belletti, Kléberson, Kaká, Gilberto Silva e Paulo César; França e Washington.
Washington não se mostrou incomodado ao ser questionado ontem sobre a proteção de Scolari sobre ele. Atento às manifestações dos torcedores, o treinador tem procurado poupar o atacante. Eu não tenho culpa pelo fato de o Romário não estar aqui. E como jogo na posição dele, o pessoal pega um pouco mais no meu pé, disse o jogador da Ponte Preta. Não estou aqui porque xinguei ele (Romário), e sim pelo que fiz. O Romário já teve a chance dele, venceu uma Copa do Mundo, e agora o que acontece é que outros atletas estão tendo sua chance.
Até mesmo o grupo procura dar uma força para o companheiro. O atacante França, do São Paulo, afirmou que tenta aliviar a situação. Converso com ele e procuro mostrar que nesse momento a única coisa a fazer é ter tranquilidade.


