Scolari elege Galeano como exemplo a ser seguido
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 13 (AE) - O espírito guerreiro de Galeano é o exemplo que o técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, dá aos seus jogadores para a redenção da equipe no Brasileiro, após a goleada sobre o Corinthians por 4 a 1, domingo, no Morumbi. Embora seja contestado pela torcida, Galeano completa em outubro 10 anos como atleta do clube. "Na minha opinião, ele foi um dos melhores em campo", diz o técnico. "Mesmo não sendo zagueiro, em momento algum teve receio de atuar nessa posição." Galeano completou domingo sua 315ª partida com a camisa do Alviverde.
Apesar de não ser considerado o titular, ele foi o jogador que mais atuou no primeiro semestre, período que o Palmeiras disputou três competições simultâneas: Paulista, Copa do Brasil e Taça Libertadores da América. O volante de 27 anos jogou 45 das 52 partidas da equipe. Com os jogos do segundo semestre, ele já disputou 54 jogos na temporada. É o quarto atleta do elenco com maior número de partidas disputadas, perdendo para Júnior, Oseas e Rogério.
Com a falta de zagueiros, por causa das contusões de Júnior Baiano, Cléber e Rivarola, Galeano teve de deixar o meio-de-campo para jogar na defesa. A consideração do atleta com o treinador é tão grande, que Scolari pediu para a diretoria renovar seu contrato no início deste semestre. Por pouco, o jogador não deixou o clube, como ocorreu em 93, quando ele ficou dois anos afastado Parque Antártica. Ele foi jogar com o passe emprestado no Rio Branco de Americana e Juventude Caxias do Sul.
Das últimas sete partidas disputadas pelo Palmeiras no Brasileiro e na Mercosul, Galeano atuou em cinco como zagueiro. Apenas contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro, que jogou no meio-de-campo. Scolari diz que Galeano está transformando-se num grande quarto zagueiro. Mas antecipa que não pretende mudar de posição. "Prefiro voltar a disputar uma vaga como volante", diz Galeano. "Não tenho dificuldade para atuar na zaga, me entendo bem com Roque Júnior, mesmo assim pretendo voltar para o meio-de-campo, quando o treinador não tiver mais problemas para escalar a defesa."


