Scolari critica Fifa por naturalização de atletas
Rio - O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou na entrevista coletiva desta quinta-feira, após anunciar a lista da seleção brasileira para os dois amistosos de outubro na Ásia, que não fala sobre jogadores "não convocados". Mas, ao ser questionado sobre a possibilidade de o atacante Diego Costa, do Atlético de Madri, se naturalizar para defender a Espanha, ele não poupou a Fifa ao comentar uma brecha existente no regulamento da entidade para que esse tipo de prática seja permitida.
A imprensa da Espanha noticiou nesta semana que a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) deseja naturalizar Diego Costa para que ele possa defender a seleção do país. Não incluído nesta quinta-feira na lista de jogadores convocados para defender o Brasil nos amistosos diante de Coreia do Sul e Zâmbia, o atacante tem cidadania espanhola, mas já foi chamado por Felipão anteriormente. A Fifa, no entanto, só impede que um jogador defenda mais de um país caso ele tenha disputado uma competição oficial pela sua seleção natal, o que não ocorreu nesse caso.
Felipão acredita que a participação em amistosos também deveria servir como motivo para que um jogador não pudesse defender mais de uma seleção. "Minha opinião sobre esse aspecto de naturalizar jogador é o de que a Fifa provavelmente esteja voltando às regras de 1930, 1940 ou 1950, quando Mazzola jogou por Brasil e pela Itália. Isso também aconteceu com outros jogadores, como Di Stéfano, Preguinho e Puskas", disse treinador, para depois ser irônico ao comentar possíveis futuras naturalizações aprovadas pela Fifa.
"Acho estranho, porque daqui um ano, dois anos ou cinco anos provavelmente um país contrate 20 jogadores e faça uma seleção. Porque o cara pode jogar um, dois ou cem amistosos por uma seleção, mas fazer a 101ª partida por outro país em uma competição oficial. A Fifa reconhece isso, mas eu acho estranho e não sou eu que estarei discutindo isso com a Fifa", completou Felipão. (A.E.)





