Scolari completa 3 anos de Palmeiras
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quinta-feira, 01 de junho de 2000
Das agências De São Paulo 
Em meio à polêmica gerada pela divulgação de uma reunião que manteve anteontem com os seus jogadores, na qual os incentivava a reagir com violência a possíveis provocações do Corinthians na Libertadores, o técnico Luiz Felipe Scolari completa hoje três anos no comando do Palmeiras.
Mesmo após ter levado o time a oito finais, conquistando quatro títulos, Scolari voltou a enfrentar hoje a reprovação de dirigentes do clube, assim como quando assumiu o time, em 2 de junho de 1997 na época, havia resistência ao seu estilo centralizador.
A diretoria palmeirense achou Scolari antiético ao proferir palavrões, aos gritos, e incentivar seus atletas a darem uma catarrada no rosto do atacante corintiano Edílson, a quem chamou de cafajeste e covarde. A preleção pôde ser ouvida por jornalistas que aguardavam o treino da equipe. O técnico pediu ainda aos seus atletas que tivessem raiva do Corinthians, com quem o Palmeiras vai decidir uma vaga para a final da Libertadores na próxima terça-feira. Os corintianos, que venceram por 4 a 3, têm a vantagem do empate.
Para os dirigentes do Palmeiras, o técnico do Corinthians, Oswaldo de Oliveira, poderá se aproveitar da polêmica criada por Scolari para motivar ainda mais o seu time para essa partida. Oliveira não quis comentar o assunto durante o treino realizado com os titulares, pela manhã, no Parque São Jorge. Temos que pensar no São Paulo, o nosso próximo adversário, afirmou. Corinthians e São Paulo vão se enfrentar amanhã, em jogo que decidirá uma vaga para a final do Campeonato Paulista.
Os jogadores do Palmeiras afirmaram que não pretendem transformar a segunda partida contra o Corinthians, pelas semifinais da Libertadores, terça-feira, em guerra.
Apesar da bronca que levaram do técnico Luiz Felipe Scolari, que achou o time imaturo e sem garra na derrota de terça-feira para o rival por 4 a 3, a maioria dos atletas garantiu que a equipe não terá um comportamento anormal. Eles acham que o clima quente que deverá envolver o clássico será natural, por causa da rivalidade das equipes e da importância da partida. É claro que vamos ter que lutar mais, porque estamos em desvantagem, mas não seremos violentos ou desleais, disse Galeano.
Scolari evitou dar entrevistas ontem. Revoltado pelo fato de a reunião que teve com os jogadores ter sido gravada pela TV Globo, e, posteriormente levado ao ar pela emissora, o treinador deixou o CT do Palmeiras sem falar com ninguém. Ele viajou para Natal, onde à noite a equipe do Palmeiras, formada por reservas, enfrentaria o ABC pela Copa do Brasil. Comentou com alguns amigos que se sentiu como se sua casa tivesse sido invadida.
Os jogadores ficaram revoltados com a repercussão das declarações do técnico. Foi uma conversa normal entre o treinador e seus atletas, disse o zagueiro Argel.


