O técnico Luiz Felipe Scolari começou ontem a contagem regressiva para deixar o Palmeiras. Seu contrato com o clube termina no fim do maio, que poderá ser prorrogado por um mês, caso o alviverde esteja participando de alguns jogos decisivos da Taça Libertadores da América ou outra competição. Após esse prazo, o treinador afirmou que irá embora do Palmeiras em caráter irrevogável. Scolari ressaltou que essa posição não é incompatibilidade com o presidente do clube, Mustapha Contursi. ‘‘Não há problema algum com a diretoria’’, afirmou o técnico. ‘‘Simplesmente, vou embora no fim do meu contrato, porque pretendo assumir outros compromissos profissionais.’’
A dois dias da estréia do Palmeiras na Libertadores, contra o Corinthians, sábado, no Morumbi, o treinador disse que não está preocupado com esse tipo de declaração, que pode causar intranquilidade entre os jogadores ou até forçar a diretoria a começar a pensar na contratação de um outro treinador ainda durante a competição sul-americana. ‘‘Estou avisando agora, porque se o Palmeiras perder a Libertadores, vão dizer que estou indo embora, por causa do resultado. ‘‘Portanto, ganhando ou perdendo não pretendo renovar meu contrato com o Palmeiras.’’
O treinador disse ainda que não vai se revoltar se os dirigentes do clube e da Parmalat pensar na contratação imediata de um outro treinador, visando um trabalho no início da Libertadores para a temporada. Nesse caso, Scolari disse que pode até antecipar sua saída do clube. ‘‘De minha parte não há problema nenhum’’, afirmou.
Independentemente desse problema envolvendo Scolari, a equipe do Palmeiras está pronta para enfrentar o Corinthians com o esquema 3-5-2. O time terá três zagueiros, com Roque Júnior no lugar de Rogério.

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