Scolari admite: virou freguês de Levir Culpi
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sexta-feira, 18 de dezembro de 1998
Agência Estado 
Desanimado com mais uma derrota para o Cruzeiro, desta vez pela primeira partida da final da Copa Mercosul, o técnico Luiz Felipe Scolari admitiu, humildemente, que virou freguês do adversário Levir Culpi. Na atual temporada, Palmeiras e Cruzeiro enfrentaram-se sete vezes. Os mineiros venceram cinco confrontos e os paulistas, apenas dois.
Infelizmente essa é uma realidade que eu não tenho como esconder, afirmou o treinador palmeirense, diante da evidência das estatísticas. Dos quatro jogos disputados em Belo Horizonte, a equipe da casa venceu todos. Em São Paulo, o Cruzeiro ainda derrotou o rival no último encontro do playoff das quartas-de-final do Campeonato Brasileiro, por 3 a 2, eliminando os paulistas da competição. No Palestra Itália, o Palmeiras ganhou uma vez pela Copa do Brasil (2 a 0) e outra pelo Nacional (2 a 1).
Para Scolari, os atletas palmeirenses precisam ter mais personalidade para enfrentar o Cruzeiro. Parece que eles têm medo do Muller e do Fábio Júnior quando entram em campo, declarou, buscando uma explicação para os tropeços. A equipe está se abrindo nos minutos finais e o Levir acaba levando vantagem. Nos setes jogos, o Cruzeiro marcou 12 gols e o Palmeiras, nove.
Enquanto Scolari e Levir disputam a hegemonia de vitórias dentro de campo, fora, o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, e o coordenador de futebol da parceria Palmeiras-Parmalat, Paulo Angione, trocam acusações. Perrella insinuou, na quarta-feira, a existência de um possível complô paulista para neutralizar o Cruzeiro. Na mão-grande, porém, ninguém vai nos derrotar, cutucou o presidente.
Angione ficou furioso com as declarações. Se ele tiver prova de algum tipo de irregularidade, então, mostre, rebateu. O dirigente palmeirense ainda acusou Perrella de ter pressionado, com ameaças, o juiz Sidrack Marinho dos Santos na partida de quarta-feira, no Mineirão. Na verdade, Angione não gostou da maneira como Perrella conduziu as negociações com a Parmalat para a venda do passe do atacante Fábio Júnior. O Perrella percebeu o nosso interesse pelo jogador e quis supervalorizar o passe; essa é uma estratégia comercial, de quem não sabe respeitar compromissos, disse Angione.


