Scolari admite ausência de propostas
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
Folhapress 
São Paulo - Dois anos atrás, quando assinou com o Palmeiras e voltou ao Brasil depois de oito temporadas trabalhando no exterior, Luiz Felipe Scolari tinha um plano: dirigir uma seleção na Copa-2014.
Hoje, admite, o objetivo está mais distante. Falta quem queira ajudá-lo a cumpri-lo. ''Eu imaginava que depois da Euro, algumas seleções manifestariam interesse em mim. Mas não recebi propostas, embora os jogos de classificação para o Mundial comecem em setembro'', falou.
O desejo de trabalhar na próxima Copa é um dos dois principais entraves à continuidade de Scolari no Palmeiras para a Libertadores. O outro é a política. O treinador teme ter de trabalhar em 2013 com uma diretoria com a qual não se entende, já que o clube fará eleições presidenciais em janeiro.
Até por isso, ele anunciou ainda durante a Copa do Brasil que deixaria o time em dezembro, quando termina o contrato. Após o título, afrouxou o discurso e disse que o tempo e os resultados definirão qual será o seu futuro. ''Ganhamos um campeonato. Mas, se perdermos domingo, a coisa já será diferente. Temos que esperar passar os jogos. Ganhar e perder para ver como vai ser'', afirmou.
Reforço
O atacante Obina nem esperou a assinatura do contato para começar a trabalhar com os parceiros de Palmeiras. Ontem, Obina fez musculação ao lado dos jogadores titulares na final da Copa do Brasil.


