São Paulo - A Alemanha venceu Portugal por 3 a 1, no sábado, em Stuttgart, assegurou o terceiro lugar da Copa do Mundo e, com isso, terminou sua campanha em gramados locais com a sensação de que cumpriu o seu dever na competição. Com uma equipe bastante modificada em relação às demais partidas, a Alemanha partiu ao ataque no início do jogo, dando a impressão de que o duelo repetiria disputas pelo terceiro lugar de outras Copas, recheadas de gols e emoções. Porém, o primeiro tempo acabou não correspondendo às expectativas e terminou em branco.
  No segundo tempo sim vieram os gols. Em cinco minutos, a Alemanha fez dois e praticamente decidiu a sorte do confronto. Aos 11 minutos, Schweinsteiger chutou de fora e o goleiro Ricardo aceitou. Aos 16 minutos, o mesmo Schweinsteiger bateu falta da esquerda e a bola foi desviada pelo português Petit antes de entrar.
  Ainda houve tempo para Schweinsteiger fazer o terceiro dos alemães, aos 33 minutos, em outro tiro de longe que, dessa vez, não deu chances a Ricardo, e para Portugal descontar, aos 43 minutos, quando Nuno Gomes completou um cruzamento de Figo.
  Com o triunfo derradeiro, os anfitriões ratificaram a mudança de clima que experimentaram ao longo do torneio. Desacreditada no início, a Alemanha conquistou a torcida com o esforço e a dedicação demonstrados em campo, revertendo situações difíceis como contra a Argentina, nas quartas-de-final, quando, com um time inferior tecnicamente, buscou o empate e se classificou nos pênaltis.
  O maior exemplo dessa guinada alemã foi o técnico Jürgen Klinsmann, que teve seu cargo ameaçado pouco antes do início da Copa, depois de sofrer uma goleada de 4 a 1 para a Itália, e agora é alvo de uma campanha nacional por sua permanência à frente da seleção, com vistas à Eurocopa de 2008 e ao Mundial de 2010.
  Com os gols anotados no sábado, a Alemanha atingiu a marca de 14 tentos, melhor ataque da Copa. Além disso, Miroslav Klose tem tudo para concluir o torneio como principal artilheiro, com cinco gols, marca mais modesta desde 1962.
  Para Portugal, ficou o gosto amargo de, depois de ter nutrido esperanças de disputar a primeira final de sua história num Mundial, não ter conseguido sequer repetir a campanha de 1966, quando terminou em terceiro lugar da Copa da Inglaterra. Como se não bastasse, os portugueses igualaram a pior derrota em sua história nos Mundiais.
  O jogo marcou, por fim, a despedida de dois atletas marcantes para suas seleções. Oliver Kahn, de 37 anos, fechou como capitão sua trajetória de 86 jogos na Alemanha. Já Luis Figo, aos 33 anos, aposentou-se da camisa portuguesa com uma derrota em sua 127ªpartida e sem o almejado terceiro posto do Mundial.



ALEMANHA 3

Kahn; Jansen, Metzelder, Nowotny e Lahm; Frings, Kehl, Schneider e Schweinsteiger (Hitzlsperger); Klose (Neuville) e Podolski (Hanke).
Técnico: Jurgen Klinsmann.

PORTUGAL 1

Ricardo; Paulo Ferreira, Ricardo Costa, Fernando Meira e Nuno Valente (Nuno Gomes); Costinha (Petit), Maniche, Deco e Cristiano Ronaldo; Simão Sabrosa e Pauleta (Figo).
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Árbitro: Toru Kamikawa (JAP)
Estádio: Gottlieb-Daimler
Gols: Schweinsteiger (ALE) aos 11 e 33 minutos, Petit (POR, contra) aos 16 e Nuno Gomes (POR) aos 43 do 2º tempo

mockup