São Paulo, 06 (AE) - Os médicos que examinaram Michael Schumacher, hoje no Hospital de la Tour, em Genebra, descartaram qualquer possibilidade de retorno do piloto à Fórmula 1 antes do GP da Itália, dia 12 de setembro.
Schumacher desejava fazer um teste com sua Ferrari já neste sábado, em Fiorano e, dependendo do resultado, disputar a próxima etapa da temporada, o GP da Hungria, dia 15. "Não me surpreendi, estava mesmo esperando não ser liberado" afirmou o alemão. As implicações da restrição imposta hoje pelos médicos são enormes.
Schumacher queria correr em Budapeste porque acreditava que ainda tinha chance de ser campeão do mundo. Ele está em quarto na classificação do campeonato, com 32 pontos, diante de 52 de seu companheiro de Ferrari, Eddie Irvine, 44 de Mika Hakkinen, da McLaren, e 33 de Heinz-Harald Frentzen, da Jordan. Como restam seis etapas para o encerramento do Mundial, uma eventual vitória sua na Hungria o colocaria em condições de disputar o título.
Além da próxima prova ele também não corre na Bélgica, o que quase o obriga a, quando voltar, em Monza, trabalhar para Eddie Irvine ser campeão. "Farei o que é melhor para a equipe", disse ele hoje, ao deixar a clínica, segundo seu assessor Heiner Buchinger. "Irvine conquistar o título? Por que não? Acho, porém, difícil, em razão de a McLaren ainda possuir o melhor equipamento", afirmou Schumacher.
A sua evolução clínica foi considerada muito boa pelos médicos. Na próxima semana ele terá de se submeter a nova cirurgia. Os parafusos que prendem a placa de metal usada para melhor consolidação da tíbia da perna direita, fraturada no acidente de Silverstone, serão retirados.
Ele poderá retornar para casa no mesmo dia. "Os riscos de uma nova lesão óssea em caso de um impacto seriam muito grandes", falou hoje Buchinger, reproduzindo a explicação dos ortopedistas para desestimular o piloto.

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