Apesar de muitos torcerem o nariz quando se fala nas qualidades do alemão Michael Schumacher, da Ferrari, é certo que ele hoje é o melhor piloto em atualidade. Ele possui na sua bagagem uma extensa relação de recordes acumulados na Fórmula 1, o que já o coloca como o maior de todos os tempos em alguns parâmetros e próximo de estabelecer outras façanhas históricas.
Por exemplo: com a vitória no GP da Malásia, ele atingiu a marca de seis primeiras colocações seguidas. Ele ganhou as quatro corridas finais do campeonato de 2000, Itália, Estados Unidos, Japão e Malásia, e as duas primeiras desta temporada, Austrália e Malásia.
Desde o dia 10 de setembro de 2000 o alemão está invicto no Mundial: não perdeu uma. Com esta última vitória, ele já deixou para trás Jim Clark, Jack Brabham e Nigel Mansell, que haviam obtido cinco vitórias consecutivas, como ele até então. Agora, na sua frente, acha-se apenas Alberto Ascari, que entre 1952 e 1953 conquistou nove vitórias seguidas, também com Ferrari.
Com o primeiro lugar em Sepang, Schumacher atinge 46 vitórias. Parece ser muito provável que ele, nas 15 etapas que restam, consiga mais cinco vitórias e se iguale a Alain Prost, o maior vencedor de todos os tempos, com 51 vitórias em GPs de Fórmula 1. A pole estabelecida na Malásia o levou à segunda colocação nesse ranking.
Schumacher somou 34 poles, uma a mais que Jim Clark e Nigel Mansell, com quem estava empatado. Mas está distante ainda do recordista em absoluto, Ayrton Senna, com 65 poles. A sexta pole consecutiva, no entanto, o deixa perto do brasileiro em número de poles seguidas. O recorde é de Senna, com oito, obtido entre os campeonatos de 1988 e 1989.
Já é de Schumacher a primeira colocação dentre os pilotos com maior número de melhores voltas, com 42. Prost ficou para trás, com 41. O piloto da Ferrari já é disparado o que maior número de voltas liderou na Fórmula 1.
Interlagos assistirá à apresentação de um dos maiores pilotos de todos os tempos. Os números não mentem.

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