O autódromo de Suzuka assistiu ontem a um resumo do 52º Mundial de Fórmula 1. No circuito japonês, Michael Schumacher venceu, esnobou a concorrência e bateu recordes. Um encerramento impecável para a temporada mais esmagadora de um piloto em toda a história da categoria. Com o resultado, o alemão fechou o ano com 123 pontos e impôs uma vantagem de 58 sobre o vice-campeão, David Coulthard, da McLaren, terceiro na corrida.
Até hoje, a maior folga de um campeão sobre o seu vice eram os 52 pontos do inglês Nigel Mansell sobre Riccardo Patrese, em 1992. Schumacher ainda chegou aos 801 pontos na carreira, superou Alain Prost e se tornou o recordista isolado de pontuação na F-1.
A consagração de Schumacher, tetracampeão com quatro provas de antecedência, aconteceu justamente no domingo em que ele igualou o número de GPs de Ayrton Senna, seu ídolo declarado.
''Além de todos esses recordes, ter fechado o ano com tanta vantagem me deixou muito satisfeito. Esse é sempre o meu objetivo: fazer o máximo possível de pontos'', declarou Schumacher.
Repetindo a tônica do que foi todo o campeonato, Schumacher não deu chances para seus adversários em Suzuka.
Largou na pole position e, com dez voltas, já mantinha uma vantagem de mais de dez segundos sobre Juan Pablo Montoya, o segundo colocado.
E, ao fim da corrida, ainda se deu ao luxo de diminuir o ritmo e deixar sua vantagem despencar para três segundos, como que para provocar o piloto colombiano.
Foi sua nona vitória no ano, igualando seu desempenho de 1995 e de 2000 e a marca de Mansell, em 1992.
Apesar de tudo o que fez em 2001, quando ainda bateu o recorde de vitórias e de voltas mais rápidas da história categoria, Schumacher descartou o rótulo de ''dominador'' da temporada.
''Eu teria sido dominador se tivesse repetido o ano todo aquilo que fiz nas duas primeiras corridas - vitórias fáceis na Austrália e na Malásia''. Não foi o caso. Depois daquilo, a disputa ficou mais acirrada'', completou o alemão.

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