Agência Estado
De São Paulo
Mika Hakkinen e a equipe McLaren ficaram ontem mais próximos do bicampeonato mundial: Michael Schumacher (foto) anunciou, em Monza, que não disputará o GP da Itália, dia 12, e, com grande probabilidade, nem mesmo o GP da Europa, em Nurburgring, no dia 26. Schumacher, definitivamente, deu adeus ao título. ‘‘Tenho de ser realista; depois de cinco voltas, minha perna passa a doer muito.’’
O alemão treinava no circuito italiano, visando a verificar sua condição física para correr na Itália. Para uma fratura simples de tíbia e fíbula, sem comprometimento das articulações do tornozelo ou joelho, considerando-se o preparo orgânico do piloto, até que sua recuperação não tem sido das mais rápidas. ‘‘Não há nada de anormal nisso, os médicos disseram que eu necessitaria de 12 a 16 semanas e estamos com sete semanas e meia’’, afirmou o piloto, que se acidentou no GP da Inglaterra, no dia 11 de julho.
Cerca de 12 mil ‘‘tifosi’’ acompanhavam ontem o treinamento do alemão, juntamente com outros 16 pilotos, em Monza. Quando Schumacher completou 24 voltas e não deixou mais os boxes, a suspeita de que havia algo errado já existia. O mais rápido no veloz traçado de 5.770 metros foi Hakkinen, com 1min25s152 (65 voltas). Schumacher obteve o 14º tempo, com 1min26s894. Rubens Barrichello ficou em nono e Pedro Paulo Diniz, em 11º.
Sobre a experiência de ontem, Schumacher comentou que sua perna direita doía demasiadamente quando passava sobre as irregularidades do asfalto de Monza.
Curiosamente, antes ainda da prova de Spa, dia 19, o alemão completou 65 voltas no circuito de Mugello, percorrendo mais que a distância de um GP.

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