Schumacher reabre a disputa pelo título
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de agosto de 1998
Agência Estado 
France PresseAlegria puraA tática empregada pela equipe Ferrari e Schumacher fazendo bem a sua, só podia dar alto do pódio Ross Brawn, diretor técnico da Ferrari, avisou Michael Schumacher, pelo rádio, depois do seu segundo pit stop, na 43ª volta: Michael, você tem 19 voltas para conseguir uma vantagem de 25 segundos, fazer uma terceira parada e voltar na frente dos pilotos da McLaren.
Schumacher fez o que parecia impossível e por esse motivo venceu espetacularmente o GP da Hungria, ontem, em Budapeste. Essa vitória é uma das mais emocionantes da minha carreira, disse.
Com a sexta colocação do líder do Mundial de Fórmula 1, Mika Hakkinen, Schumacher reduziu de 16 para sete pontos a diferença entre ambos (77 a 70).
Sabia que nós seríamos competitivos nesse circuito, mas o melhor resultado que eu poderia esperar era vencer e Hakkinen chegar em segundo, declarou Schumacher, visivelmente entusiasmado. Foram 60 voltas como se estivesse na classificação, exigindo o máximo o tempo todo.
Costumo ter sorte em Spa, mas o importante é que lá teremos carro e pneus para brigar por mais uma vitória. Foi em Spa também que Schumacher conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1, em 1992, pela Benetton. Pensando talvez no seu retrospecto impressionante no GP da Bélgica, Schumacher encheu a boca para dizer: Temos excelentes chances novamente de ser campeões.
Enquanto a McLaren vivia um fim de semana difícil, com os problemas de Mika Hakkinen e com David Coulthard, sem roubar pontos de Schumacher, apesar da segunda colocação, a Williams confirmou na Hungria sua ascensão no campeonato.
A exemplo da corrida da Alemanha, a última antes da de Budapeste, Jacques Villeneuve conseguiu mais um lugar no pódio, ao se classificar em terceiro. Antes da corrida sabia que poderia ser quarto e com um pouco de sorte chegar ao pódio, afirmou. Melhoramos muito o carro, acho que teremos um final de temporada bem interessante.
Damon Hill, da Jordan, classificou-se em quarto. Desde 1993, é a primeira vez que ele não conquista um lugar no pódio no GP da Hungria.
Heinz-Harald Frentzen, Williams, acabou em quinto. Pedro Paulo Diniz, da Arrows, foi o único brasileiro que concluiu a prova, obtendo a 11ª colocação. Rubens Barrichello abandonou na 54ª volta, com o câmbio quebrado, e Ricardo Rosset, Tyrrell, não disputou o GP da Hungria por não ter se classificado.


