São Paulo - As mudanças nas regras da Fórmula 1 não agradaram Michael Schumacher, mas o piloto admite: as alterações, que tornaram as corridas mais imprevisíveis, foram positivas no sentido de mexer com seus brios. ''De certa forma, é estimulante, se bem que eu preferirira começar como no ano passado'', disse o piloto, fazendo uma referência ao fato de que, quando chegou ao Brasil em 2002, era líder do campeonato.
A temporada competitiva, segundo o alemão, chegou para ficar e a situação não deve melhorar a partir da próxima corrida, quando a Fórmula 1 faz um giro pela Europa. ''Eu disse desde o começo do ano que esta temporada seria disputada. Teria de ser muito pouco realista pensar que as coisas poderiam se desenvolver como no ano passado. E nós somos tão pouco realistas.''
Mesmo com esta constatação e com todos os problemas nas provas da Austrália e da Malásia, Schumacher não perdeu a confiança. ''Com certeza, não estou preocupado com nosso ínício porque sabemos exatamente o que aconteceu conosco e por quê.'', declarou. ''Se você vê as coisas deste modo, pode argumentar que somar oito pontos depois de um começo como este até que foi bom. É o jeito que eu vejo a situação'', disse o piloto, que espera fazer a estréia do modelo F2003-GA em Ímola.
Schumacher também aproveitou para desmentir os rumores de que pode encerrar a carreira no ano que vem. ''A situação é muito clara: meu contrato termina no fim de 2004 e isto são mais dois anos. É muito cedo para dizer o que virá a seguir e eu realmente não tenho nenhuma pista'', disse o piloto.
Sobre o GP Brasil, Schumacher afirmou que é uma das corridas mais difíceis, com uma pista muito técnica que, porém, permite fazer uma coisa da qual particulamente gosta. ''É uma pista com muitos pontos de ultrapassagem e realmente é uma coisa que eu gosto de fazer quando estou pilotando.''

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