Arquivo FolhaMichael Schumacher vai tentar ‘bater bola’ com time de Passarela No seu primeiro dia em Buenos Aires, ontem, Michael Schumacher demonstrou maior interesse por futebol que pela Fórmula 1. Hoje ele e seu companheiro na Ferrari, o irlandês Eddie Irvine, falam com a imprensa argentina sobre automobilismo, mas logo depois a agenda dos dois prevê encontros com os jogadores de futebol do River Plate. Schumacher fez um pedido surpreendente à Federação Argentina de Futebol: ‘‘Quero participar de um treinamento com a seleção de Daniel Passarela’’.
Ao desembarcar no aeroporto de Ezeiza, às 6h30, junto com seu irmão Ralf e o campeão de 96, Damon Hill, Schumacher disse que a Ferrari será, domingo, no GP da Argentina, a adversária mais forte da McLaren. Mas o tema do dia era mesmo o futebol. Hoje ele se encontra com o craque chileno Marcelo Salas e o argentino Marcelo Gallardo, ambos do River Plate. Chile e Argentina foram classificados para a Copa do Mundo da França. Schumacher e Irvine receberão camisetas do clube argentino de presente, ao mesmo tempo em que oferecem capacetes aos dois jogadores.
A paixão por futebol de Schumacher é grande. Nas suas raras horas vagas, joga como centroavante num time da terceira divisão da Suíça. Ano passado, um dirigente do clube o procurou para solicitar ajuda e recebeu como resposta que concordava em bancar parte de suas despesas, mas desde que fosse escalado como titular. O negócio foi fechado. O piloto alemão reside numa pequena vila próxima a Genebra, onde fica também a sede do seu time.
Na Austrália e no Brasil as equipes concorrentes da McLaren concentraram sua atenção no sistema de freios dos carros de Mika Hakkinen e David Coulthard. A partir de amanhã, quando a F-1 estiver instalada no circuito Oscar Galvez, em Buenos Aires, todos desejarão saber o que é aquele botão que Hakkinen e Coulthard apertavam no volante da McLaren, em Interlagos. As câmaras de seus carros registraram a cena com precisão. Pode ser mais uma novela da F-1.
ZanardiDepois da atuação de domingo em Long Beach, cada vez mais o italiano Alessandro Zanardi fica perto de um convite da Fórmula 1. Ele reagiu com bom humor a esta possibilidade. ‘‘Pode acontecer, assim como pode acontecer de amanhã eu encontrar na rua e dar um beijo na Kim Basinger.’’ O campeão disse que não tem pressa de deixar a Indy, pois não considera a categoria inferior à F-1. ‘‘Só aceitaria uma oferta se fosse ter um carro tão bom quanto o da Ganassi.’’ Seu contrato acaba em dezembro.

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