Reflexo ou não do que talvez seja seu último contrato na F-1, Michael Schumacher falou em Mônaco sobre dois assuntos que sempre foram tabus para ele. Primeiro, aposentadoria. ‘‘Não sei se vou parar mesmo em 2004. Mas, quando me aposentar, não quero nenhum cargo na Ferrari ou na FIA (entidade máxima do automobilismo). Quero ser um sujeito independente’’, disse.
Em sua carreira, o tricampeão sempre se negou a falar sobre seus planos para quando deixasse as pistas. Na verdade, evitava até usar o termo aposentadoria.
Agora, com a renovação do contrato até 2004, não teve como fugir do assunto. Ao fim do novo compromisso com a Ferrari, Schumacher terá 35 anos. Atualmente, o piloto mais velho do grid é o francês Jean Alesi, 36, que destoa da maioria de seus colegas, ainda na faixa dos 20.
O segundo tabu abordado pelo alemão foram os recordes. Prestes a se tornar o piloto com mais vitórias na história da F-1 e dono de outras marcas importantes, como o maior número de voltas mais rápidas, ele disse que seu desafio agora é alcançar Juan Manuel Fangio, único pentacampeão da categoria.
‘‘Quero superar a marca do Fangio. Na Ferrari, vou ter chances para conseguir isso’’, completou o tricampeão, que sempre classificou os recordes como uma ‘‘consequência’’ de seu trabalho, nunca como motivação.
Em Mônaco, o alemão pode se aproximar de mais uma marca. No domingo, ele tentará sua quinta vitória no principado – venceu em 1994, 1995, 1997 e 1999. O recordista de vitórias da mais tradicional corrida da F-1 é Ayrton Senna, com seis - em 1987, 1989 e de 1990 a 1993. Hoje, acontecem as primeiras sessões livres de treinamento.

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