Depois de conquistar o bicampeonato mundial de Fórmula 1 (94/95) pela Benetton-Renault, além de 22 vitórias em 68 provas, o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, não se importa mais em vencer GPs. Ele quer, na verdade, somar pontos, independentemente da colocação, principalmente nas primeiras etapas do circuito mundial.
A explicação é o equilíbrio. ‘‘Em 97, várias escuderias têm chance de ganhar e a concorrência está mais acirrada’’, disse. Os seis pontos conquistados na prova de Melbourne, na Austrália, foram valiosos, segundo ele, mas o alemão não esconde certa frustração. Os motivos foram a dificuldade de ultrapassagem no circuito de Albert Park e o fato de não ter conseguido chegar na frente da Willians do compatriota Heinz-Harald Frentzen.
Schumacher continua correndo atrás de uma maior ‘‘consistência’’ para sua Ferrari. Ele não quer ver novamente os altos e baixos que a equipe teve na temporada passada. Chegou a classificar como um ‘‘desastre’’ sua participação no último mundial.
Com relação à prova de Interlagos, Schumacher não esqueceu do velho problema das ondulações na pista e, ao contrário dos brasileiros, não torce para que chova no domingo. Semana passada, em Fiorano, na Itália, ele testou os pneus Goodyear, na chuva, e não aprovou.

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