Michael Schumacher chegou ontem a Budapeste, esnobou a concorrência e exigiu um final de semana de ''qualidade total'' na Ferrari, em que os erros de cálculo não deverão ser perdoados. Seu objetivo é claro: conquistar no primeiro match point (ele próprio emprestou a expressão do tênis) o seu quarto título mundial, algo que só Alain Prost e Juan Manuel Fangio alcançaram.
O GP da Hungria, 13 etapa do campeonato, no domingo, será a primeira oportunidade do alemão de fechar a disputa pelo título de 2001. Se não conseguir, terá mais quatro corridas para isso. Schumacher, no entanto, não admite fracasso em Budapeste. Para ele, quanto mais cedo vier seu tetracampeonato, melhor. ''Este é o primeiro dos meus cinco match points. Não quero desperdiçá-lo'', declarou o alemão.
''Quero vencer logo para que a Ferrari tenha mais calma para trabalhar no carro do ano que vem. Se bem que a situação é tão tranquila que já estamos muito envolvidos nos projetos para 2002.''
A Ferrari encampou os planos de Schumacher e já avisou seus engenheiros, técnicos e mecânicos que não vai tolerar erros. O cuidado da equipe italiana é tanto que o carro usado por Schumacher em Hockenheim e avariado após o choque com Luciano Burti foi para a reserva.
A partir das 6 horas (de Brasília) de hoje, no primeiro treino livre no circuito de Hungaroring, Schumacher estará utilizando um chassi mais antigo, que era reserva até a prova da Alemanha.
Companheiro do alemão na Ferrari, Rubens Barrichello reconheceu ontem que a equipe está 100% empenhada na conquista do título. Mas acredita que isso possa ser benéfico para ele nas próximas etapas.
''Não posso garantir que as coisas começarão a girar em torno de mim se ele conquistar o título aqui'', disse. ''Mas acho que a Ferrari vai me ajudar bastante a conquistar o vice-campeonato.'' Hoje, Barrichello é o quarto colocado no Mundial, com 40 pontos. David Coulthard tem 47 e Ralf Schumacher, 41. O líder Schumacher soma 84 pontos.
Até Hockenheim, o brasileiro negava que seu objetivo fosse o segundo lugar na temporada. Hoje, o piloto mudou o discurso. ''A Ferrari quer fazer barba e cabelo'', afirmou Barrichello.

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