São Paulo - Nas últimas quatro etapas do Mundial Mônaco, Canadá, Europa e França a Ferrari somou 39 pontos diante de 65 da Williams. A equipe de Michael Schumacher ainda lidera o campeonato, com 103 pontos, mas a Williams já está bem próxima depois das duas dobradinhas nas duas últimas corridas, com 100. Foi para tentar voltar a ser o carro mais rápido da Fórmula 1 que a Ferrari completou 4.252 quilômetros de testes semana passada, visando já a próxima etapa do Mundial, o GP da Inglaterra, domingo em Silverstone. ''Os resultados desses treinos são encorajantes'', afirmou ontem Michael Schumacher, da Ferrari, ainda líder entre os pilotos.
Com toda certeza Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, a dupla da Williams, primeiro e segundo colocados nas provas de Nurburgring e Magny-Cours, não imaginavam ser possível não só enfrentar a Ferrari em igualdade de condições como até mesmo com sensível vantagem técnica, como ocorreu nessas corridas. Isso porque a Ferrari arrasou a Williams e todos os demais ano passado. Mas o que a Fórmula 1 está assistindo nas últimas quatro provas é a Williams dando as cartas da competição.
Schumacher prometeu reação na entrevista publicada ontem no site da Ferrari destinado à imprensa. ''Temos várias novidades no F2003-GA e há cerca de um mês realizamos excelente teste em Silverstone.'' A Ferrari treinou forte no Circuito da Catalunha, em Barcelona, com Rubens Barrichello e Luca Badoer, e em Mugello e Fiorano, com Schumacher e Felipe Massa.
O sucesso recente da Williams pode ter acelerado a definição de importante contrato de patrocínio para os próximos cinco anos, num momento em que todos na Fórmula 1 ressentem-se das dificuldades na economia mundial para encontrar investidores. Espera-se na Inglaterra que Frank Williams e a direção da Budweiser anunciem nos próximos dias um contrato de US$ 81,3 milhões.

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