Madonna di Campiglio, Itália - A Ferrari apresentou durante a semana seu terceiro piloto para o Mundial de F-1. Seu nome, Michael Schumacher, 38, heptacampeão da categoria, que se aposentou no fim do ano passado. O detalhe curioso: o alemão não vai guiar nenhum dos carros da escuderia italiana, tampouco participará de testes com o novo modelo que será apresentado hoje, em Maranello. Mas estará presente - fisicamente ou não - em reuniões da equipe e dará palpites sobre um pouco de tudo.
Em entrevista coletiva, em Madonna de Campiglio, onde o time realiza um encontro anual com a imprensa, Stefano Domenicali, novo diretor esportivo ferrarista, e Mario Almondo, o responsável pela parte técnica, deram alguns detalhes sobre como será essa função de Schumacher.
''Nós sempre dissemos que a herança do Michael é algo de que não podemos abrir mão. Seu conhecimento é fundamental. E sua experiência é extremamente importante para podermos dar sequência ao período extremamente vencedor que vivemos nos últimos anos'', declarou Domenicali. ''Ele sabe exatamente como trabalhamos, o tipo de informação de que precisamos em momentos cruciais e também sabe bem o que é ser um piloto, por isso ele vai poder ajudar muito o Kimi (Raikkonen) e o Felipe (Massa)'', completou.
A função do alemão ainda não tem um nome. Ele também não tem obrigações claramente definidas. Sabe-se por ora que ele terá um escritório em Maranello, mas sua presença nos GPs ainda não foi discutida. ''Se ele estiver lá, estou certo de que poderá opinar. Mas é bom que fique claro que quem dará a palavra final e tomará as decisões são os responsáveis pelo time'', disse Domenicali.
Uma série de reuniões durante todo o ano com o heptacampeão já está agendada. ''Temos falado com ele e já temos outros encontros programados até o fim da temporada'', afirmou Almondo. ''Ele vai poder nos ajudar com sua experiência sobre o que é ser um piloto.''
Outra novidade que a nova dupla responsável pela Ferrari anunciou é o desenvolvimento de um novo tipo de tecnologia que permita ao alemão interagir com a escuderia sem necessariamente estar presente nas corridas ou nas reuniões, por exemplo. Nem Almondo nem Domenicali, no entanto, deram detalhes sobre o novo ''equipamento''.
Apesar de Schumacher ter dito, quando se aposentou, que precisava de um tempo de férias para descansar e pensar no que queria fazer daqui para a frente, o alemão sempre esteve nos planos do time para servir como uma espécie de embaixador da Ferrari ou como um conselheiro para os pilotos.
Em 11 temporadas na equipe, o alemão ganhou cinco títulos do Mundial de Pilotos e colocou fim a um jejum de 21 anos do time italiano sem vencer o Mundial de Construtores.

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