Schumacher põe fogo no Mundial de Fórmula 1
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de junho de 1998
Alberto Macedo 
A vitória de Michael Schumacher no último domingo, no Canadá, na melhor corrida do ano, serviu para deixar a Fórmula 1 emocionante. Com a quebra das duas McLaren, o piloto alemão deu o seu show e assumiu a vice-liderança do campeonato com 34 pontos, dez a menos que o líder, o finlandês Mika Hakkinen. O escocês David Coulthard passou para terceiro, com 29.
As disputas daqui para frente tendem a ser mais emocionantes ainda, pois parece que todo aquele poderio que a McLaren vinha mostrando, não está mais visível. A Ferrari cresceu e já está incomodando o time inglês, que está perdendo grande chance de conquistar um título que não consegue desde 91, quando o campeão foi Ayrton Senna.
O italiano Alessandro Zanardi, campeão da Indy em 97 e atual líder do campeonato, dificilmente ficará na equipe Chip Ganassi no final desta temporada. Ele vem mostrando que cresceu muito tecnicamente e nem de longe lembra o piloto que passou sem nenhum brilho pela Fórmula 1. Boatos dão conta de que ele estaria indo para a Honda, que está voltando à categoria, ou mesmo para a Ferrari, na vaga de Eddie Irvine. O time italiano há muito sonha com um piloto do país em um de seus carros e com chances de vencer. Pode ser a hora, ainda mais que Schumacher pode sair em 99.
- Há cinco anos a maioria dos pilotos que sonhava em ir para a F-1 saía de seus países e ia para a Inglaterra. Hoje as coisas estão mudando. Na Indy
Lights norte-americana, categoria de acesso para a F-Indy, por exemplo, entre os dez primeiros colocados no campeonato este ano, apenas um é americano. Os demais são do Brasil (quatro pilotos), Inglaterra, França, Japão e até de Mônaco.
- Muita gente está reclamando da não-realização de provas no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, seja de qual categoria for. Este ano tivemos apenas a Superturismo. Dizem que o preço cobrado para a realização de corridas é alto, o que acaba afastando os promotores. Resta saber se os preços são os mesmos de Curitiba ou São Paulo. O que não pode é o autódromo ficar às moscas.


