São Paulo - O pentacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher poderá deixar as pistas em 2004, ano em que termina seu contrato com a Ferrari, afirmou ontem seu treinador, Willi Weber, em Budapeste, na Hungria.
''No momento, não falamos de prolongar o contrato. Eu diria que 2003 será um bom momento para se falar do assunto'', disse Willi Weber.
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, tenta que o piloto, segundo colocado do GP da Hungria, domingo, logo atrás de Rubens Barrichello, e sua equipe continuem juntos mais dois anos.
Montezemolo também gostaria que o alemão continuasse na escuderia italiana como representante ou sucessor do francês Jean Todt, diretor-geral da equipe.
Por outro lado, Jean Todt, afirmou ontem, que Schumacher e Rubens Barrichello não irão disputar entre si nenhuma vitória na F-1. A afirmação corresponde a um balde de água fria nas esperanças de se assistir a corridas mais disputadas, uma vez que a Ferrari já foi campeã de pilotos e de construtores.
''Nosso objetivo agora é fazer de Barrichello o vice-campeão do mundo e isso contraria os interesses do nosso time'', disse. Para ele, há várias outras razões para se explicar a queda de audiência do Mundial nas TVs da Europa em razão do domínio absoluto da Ferrari.
Ayrton Senna e Alain Prost, quando a McLaren não possuía adversários, 1988 e 1989, tinham o direito de lutar entre si, o que mantinha em alta o interesse pelo evento. Nas duas temporadas anteriores, Nelson Piquet e Nigel Mansell, na Williams, também.

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