São Paulo - A Fórmula 1 está neste fim de semana nos Estados Unidos para o Grande Prêmio de Indianápolis, penúltima etapa do Mundial. A corrida poderá selar o sexto título mundial do alemão Michael Schumacher, da Ferrari, que está três pontos à frente do colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, seu principal adversário. Para tanto, Schumacher precisa abrir mais sete pontos para Montoya. O finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, também é candidato, mas está sete pontos atrás do alemão e precisa torcer contra seus adversários para chegar ao Japão ainda na briga. A Rede Globo mostra a prova ao vivo, a partir das 15 horas (de Brasília).
Schumacher, que passou a última semana curtindo férias na Flórida e depois em Las Vegas ao lado da esposa Corinna, se diz relaxado.
''Para ser honesto, não parei de pensar um só momento no sexto título, porque se vier, terá sido muito duro. Na verdade, minha grande meta com a Ferrari foi alcançada com o título de 2000. Depois disso, tudo foi prazer. Se vier mais, será ótimo'', comentou o alemão, que comemora o fato de não ser muito reconhecido nos EUA.
Já o colombiano Juan Pablo Montoya está um pouco mais preocupado com relação ao GP dos EUA que, segundo o próprio, é decisivo para suas pretensões de título.
''Preciso tirar o máximo desta corrida, se possível sair daqui na frente no campeonato, porque Suzuka é uma pista que realmente se adapta ao estilo de Michael. Se eu estiver em segundo, à frente de Michael e atrás de Barrichello, por exemplo, talvez não arrisque. Mas se Michael for o primeiro e eu estiver em sua cola, com certeza tentarei passar'', disse Montoya, que nesta semana foi elogiado por Frank Williams, que frisou o amadurecimento do piloto nesta temporada.
Kimi Raikkonen, por sua vez, promete atacar de franco-atirador no GP.
Tenho que conquistar um bom resultado, já que estamos em uma situação delicada no campeonato, e eu estarei pilotando com tudo para alcançar isso. Estou ansioso para Indianápolis, uma pista na qual as características do MP4/17D se adaptam melhor do que em Monza'', disse o finlandês.
Em 2002, o vencedor da prova foi Rubens Barrichello, numa retribuição de Schumacher à marmelada da Áustria, quando o brasileiro foi forçado a deixar o alemão passar. Ambos cruzaram a linha de chegada praticamente juntos, mas o brasileiro chegou um pouco à frente.
Os companheiros dos três Rubens Barrichello (Ferrari), Ralf Schumacher (Williams) e David Coulthard (McLaren) receberam um recado (os dirigentes de suas equipes também) do presidente da FIA, Max Mosley. ''Não iremos aceitar ordens de equipe que interfiram no resultado final da competição. Se detectarmos qualquer evidência delas, os comissários analisarão o caso com atenção, assim como eu próprio acompanharei tudo.'' Ou seja, a 'marmelada' está proibida.

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