Agência Estado
O diário de esportes italiano ‘‘Corriere dello Sport’’ publicou ontem em manchete de primeira página: ‘‘A chance de ouro de Michael’’, referindo-se à possibilidade de o piloto alemão e a Ferrari ampliarem a vantagem sobre Mika Hakkinen e a McLaren, domingo, em Mônaco. Depois de três etapas, Schumacher lidera o Mundial, com 16 pontos, enquanto Hakkinen, em terceiro, soma apenas 10. Schumacher concordou com o jornal: ‘‘Três décimos de segundo não é o fim do mundo’’, afirmou, ao analisar a diferença que separa a Ferrari da McLaren.
E num traçado lento, quase sem retas, como o de Mônaco, essa desigualdade tende a ser ainda menor.
O austríaco Niki Lauda, vencedor da prova em 1975 e 1976, com a Ferrari, é um dos que acreditam numa nova vitória de Schumacher. ‘‘Na Fórmula 1, o carro representa 70% e o piloto 30% da conquista, enquanto nas ruas do Principado essa relação se inverte’’, afirmou Lauda, justificando seu favoritismo pelo alemão bicampeão.
Realista, o piloto da Ferrari sabe que não será nada fácil vencer a McLaren no fim de semana. Hakkinen dispõe de um conjunto mais veloz e precisa recuperar-se no campeonato. Os primeiros treinos livres começam amanhã. No GP de Mônaco treina-se na quinta e no sábado. A sexta-feira é dedicada às badaladas festas promovidas pelos patrocinadores.
‘‘A corrida de Monte Carlo tem leis próprias, não perdoa nenhum erro’’, disse o alemão, ontem. O horário da largada da corrida, domingo, é novo: 14 horas (horário local, 9 horas de Brasília), como todas as demais este ano na Fórmula 1. A modificação exigiu que a família real antecipasse seu horário de almoço. A prova começou durante muitos anos às 15h30 em respeito à rotina do príncipe.

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